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Esportes

A História do Skate no Brasil

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O skate, um esporte que nasceu nas praias da Califórnia na década de 1950, rapidamente se espalhou pelo mundo, encontrando um terreno fértil para seu crescimento no Brasil. 

Desde sua introdução no país nos anos 1970, a prática do skate se transformou em uma cultura vibrante que reflete as complexidades e as dinâmicas sociais das cidades brasileiras. Ao longo dos anos, o skate foi se consolidando como uma forma de expressão artística, um meio de resistência e uma maneira única de apropriação do espaço urbano.

A Chegada do Skate

A história do skate no Brasil começou por volta de 1974, quando skatistas californianos trouxeram pranchas e a filosofia do esporte para o Rio de Janeiro. 

Inicialmente, o skate era visto como uma novidade exótica, atraindo principalmente a atenção de jovens de classe média. Com o passar do tempo, a prática se disseminou por diferentes regiões, criando um mosaico de estilos e abordagens que refletiam a diversidade cultural do Brasil. 

As ruas, calçadas, praças e parques urbanos se tornaram os novos “picos” para os skatistas, que encontraram nesses espaços uma oportunidade para experimentar manobras e criar novas formas de interação social.

 Consolidação e Resistência

Nos anos 1980, o skate começou a ganhar popularidade em todo o país. A cena estava repleta de jovens que se reuniam em praças e ruas, praticando e aperfeiçoando suas habilidades. 

Nessa época, o skateboarding se consolidou como uma subcultura, acompanhada por uma estética própria que incluía roupas largas, tênis específicos e um estilo de vida que mesclava a busca pela liberdade com uma certa rebeldia. O movimento punk e o hip hop também começaram a influenciar o skate, resultando em uma fusão de música, arte e esporte que ressoava entre os jovens.

O final da década de 1980 e o início dos anos 1990 foram marcos significativos para o skate no Brasil. O surgimento de campeonatos e competições locais incentivou ainda mais a prática do esporte e contribuiu para a formação de uma identidade coletiva entre os skatistas. 

Além disso, as lojas especializadas e as revistas dedicadas ao skate começaram a aparecer, ajudando a disseminar a cultura e as novidades do mundo do skate. Essa era também foi marcada por uma forte presença de skatistas que começaram a ganhar reconhecimento nacional e internacional, como o paulista Bob Burnquist, que se tornou um dos ícones do esporte.

A Cultura do Skate e Suas Transformações

Entretanto, o crescimento do skate não veio sem desafios. Os skatistas frequentemente enfrentaram a resistência das autoridades e da sociedade, que viam a prática como uma ameaça à ordem pública. Muitas vezes, eram reprimidos e expulsos de praças e espaços públicos, uma situação que gerou um movimento de reivindicação por direitos e reconhecimento. 

Essa luta culminou em diversas ações políticas que buscavam garantir espaços apropriados para a prática do skate, como a criação de skateparks e a legalização de sua prática em determinados locais.

Na década de 2000, o skate no Brasil vivenciou uma nova onda de crescimento, impulsionada pela inclusão do esporte em eventos internacionais, como os X Games e o Skateboarding World Cup. 

Essa visibilidade trouxe novas oportunidades para os skatistas brasileiros, que começaram a se destacar em competições globais e a conquistar patrocínios. A prática do skate se tornou um caminho viável para muitos jovens, que viram no esporte uma forma de se expressar e alcançar reconhecimento.

Com o passar dos anos, o skate se firmou como uma cultura urbana que abrange muito mais do que o ato de andar de skate. Ele se tornou um meio de expressão artística, influenciando o grafite, a moda e a música. 

As comunidades de skatistas começaram a se organizar em coletivos e associações, promovendo eventos, workshops e ações sociais que utilizavam o skate como ferramenta de inclusão e transformação. Essa perspectiva ampliou a visão sobre o skate, destacando seu potencial como um espaço de diálogo e construção de identidade entre os jovens, especialmente aqueles de comunidades marginalizadas.

A realidade atual

Nos dias atuais, o skate no Brasil continua a evoluir, adaptando-se às novas gerações e às mudanças sociais. 

O reconhecimento do esporte no âmbito olímpico, com a inclusão do skate nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021, trouxe um novo nível de prestígio e atenção para a prática, incentivando mais jovens a se envolverem. No entanto, o desafio de garantir espaços seguros e adequados para a prática do skate persiste, à medida que a urbanização continua a modificar o ambiente urbano.

Além disso, o skate é uma prática que continua a promover a criatividade e a inovação, desafiando os skatistas a encontrar novas maneiras de interagir com a cidade. As ruas e praças se transformam em palcos para performances que misturam habilidades técnicas e artísticas, refletindo uma forma única de ver o mundo. 

A percepção do espaço urbano por parte dos skatistas é singular: um simples obstáculo se torna uma oportunidade para uma manobra, e cada esquina esconde uma nova possibilidade de aventura.

O Skate Brasileiro nas Olimpíadas

A inclusão do skate nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021 representou um marco significativo para a modalidade no Brasil. Essa visibilidade internacional não apenas validou o skate como um esporte legítimo, mas também inspirou uma nova geração de skatistas a se dedicarem à prática. 

Com o foco das atenções voltado para as competições, muitos jovens passaram a enxergar no skate uma oportunidade não apenas de expressão, mas também de profissionalização e reconhecimento. 

O aumento do investimento em infraestrutura, como pistas de skate em cidades brasileiras, e o fortalecimento de eventos e campeonatos locais contribuíram para o fortalecimento da comunidade skatista. 

Além disso, a participação de atletas brasileiros nas Olimpíadas elevou o moral da categoria, criando uma sensação de pertencimento e motivação para todos os praticantes, que agora sonham em competir em um palco global.

As Olimpíadas de Paris, realizadas em 2024, também deixaram um legado duradouro para o skate no Brasil. A participação de atletas brasileiros nas competições não apenas elevou a visibilidade do esporte, mas também resultou em conquistas que inspiraram uma nova geração de skatistas. A performance destacada dos brasileiros em eventos olímpicos contribuiu para o reconhecimento do skate como um esporte sério e respeitado.

O impacto das Olimpíadas se reflete também em um aumento do interesse por competições locais e nacionais, com organizadores investindo em eventos que promovem o talento dos skatistas. 

Essa nova dinâmica não apenas enriquece o cenário esportivo, mas também solidifica o skate como uma forma de expressão cultural, que ressoa profundamente na identidade urbana do Brasil

Esportes

SLS Super Crown 2024: A Consagração do Skate em São Paulo

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São Paulo, apontada como a capital do skate brasileiro, prepara-se para sediar o SLS Super Crown World Championship 2024 nos dias 14 e 15 de dezembro no icônico Ginásio do Ibirapuera. Esta será a terceira vez que o maior campeonato mundial de street skate escolhe o Brasil como palco de sua final e a segunda edição consecutiva em São Paulo.

Após o estrondoso sucesso de 2023, quando os brasileiros Rayssa Leal e Giovanni Vianna brilharam com conquistas históricas, o campeonato retorna com a promessa de emoções ainda maiores. A competição reunirá os principais nomes do skate mundial, incluindo medalhistas das Olimpíadas de Tóquio 2020 e Paris 2024, em disputas que prometem elevar o nível técnico e artístico do evento.

O Ginásio do Ibirapuera se transforma no principal palco para manobras espetaculares, atraindo não apenas fãs do skate, mas também admiradores dos esportes urbanos e da cultura jovem. Mais do que uma competição; é uma celebração da cultura do skate.

Além de exaltar os talentos nacionais, o SLS Super Crown será uma vitrine para a união entre esporte, inclusão e inovação, consolidando o país como referência no street skate.

Prepare-se para vibrar com manobras impressionantes e testemunhar momentos históricos neste evento imperdível, que reforça o status do Brasil como potência no skate mundial.

São PauloCronograma

Local: Ginásio do Ibirapuera

Endereço: Rua Manuel da Nóbrega, 1361, Ibirapuera, São Paulo – SP CEP: 04001-909

Classificação: LIVRE. Menores podem acessar desde que acompanhados dos pais ou responsáveis legais portando os devidos documentos.

Ingressos em: https://www.ticketmaster.com.br

Sábado, 14 de dezembro – Preliminares do Super Crown masculino e feminino*

08h às 10h00 – Treino Masculino

9h00 – Abertura dos Portões

10h00 às 11h30 – Treino Femino

11h30 às 12h30 – Preliminares Super Crown Feminina

12h30 à 13h00 – Intervalo

13h00 às 13h30 – Sessão de autógrafos com os skatistas

13h00 às 14h00 – Treino Masculino

14h00 às 16h15 – Preliminares Super Crown Masculino

17h00 – Encerramento do evento

*sujeito à alterações

Domingo, 15 de dezembro Final Super Crown Masculino e Feminino*

9h00 – Abertura dos Portões

9h15 às 10h15 – Treino Masculino

10h15 às 11h15 – Treino Feminino

11h15 às 12h30 – Final Super Crown Feminino

13h00 às 13h45 – Show do intervalo Heineken 0,0%

14h00 às 14h30 – Sessão de autógrafos com os skatistas

14h15 às 15h00 – Treino Masculino

15h00 às 16h15 – Final Super Crown Masculino

17h00 – Encerramento do evento

* Todos os horários estão listados como horário local

*Programação prevista. Sujeito a alterações.

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Esportes

Atletas que marcaram o skate feminino

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O skate, tradicionalmente dominado por homens, tem visto um crescimento notável na presença e no sucesso de mulheres ao longo das últimas décadas. De pioneiras que abriram caminho para as gerações seguintes, como Patti McGee, até estrelas atuais que continuam a inspirar com suas conquistas impressionantes, o esporte tornou-se um palco de resistência e superação para diversas atletas.

A seguir, apresentaremos 5 mulheres que não apenas marcaram sua presença, mas também ajudaram e continuam ajudando a moldar o cenário global do skate.

1. Patti McGee: A Pioneira do Skate Feminino

A californiana Patti McGee é uma das figuras mais icônicas do skate. Considerada a primeira mulher a alcançar o status de skatista profissional, Patti quebrou barreiras em 1965, ao se tornar a primeira mulher a ser reconhecida como profissional no esporte.

Seu nome ganhou notoriedade quando ela apareceu na capa da revista Life, realizando o famoso “handplant”, uma manobra que ficou marcada na história do skate. Com o passar dos anos, Patti continuou a ser uma referência no esporte, sendo incluída no Hall da Fama do Skate em 2010, como a primeira mulher a conquistar tal honra.

Embora tenha se aposentado das competições há muito tempo, Patti McGee segue sendo um símbolo de inspiração para as mulheres no skate, influenciando a nova geração, como sua própria filha, Hailey Villa. Aos 78 anos, sua contribuição para o esporte vai além das manobras; ela representa a persistência e a importância da inclusão feminina em um ambiente predominantemente masculino.

2. Letícia Bufoni: X Games e Recordes Mundiais

Letícia Bufoni, uma das principais representantes do skate brasileiro, tem uma trajetória marcada por grandes conquistas. Desde muito jovem, Letícia mostrou seu talento e se tornou uma das maiores influências do skate feminino.

Aos 31 anos, ela já é detentora de seis títulos no X Games, a principal competição de skate do mundo, e cinco recordes mundiais no Guinness Book. Sua habilidade, estilo e determinação fizeram com que fosse um nome presente em diversas competições internacionais, incluindo os Jogos Olímpicos de Tóquio, onde representou o Brasil de maneira brilhante.

Apesar de optar por não disputar uma vaga nos Jogos Olímpicos de Paris, Letícia estará presente na capital francesa durante o evento, um reflexo de sua contínua conexão com o skate de alto nível. Sua trajetória também é marcada por sua luta pela visibilidade das mulheres no esporte, e ela continua a ser um ícone que inspira skatistas de todo o mundo a buscarem seus próprios sonhos, independentemente dos obstáculos.

3. Rayssa Leal: A “Fadinha” que Conquistou o Mundo

Com apenas 16 anos, Rayssa Leal já conquistou feitos que colocaram seu nome ao lado dos maiores ícones do skate. Medalhista olímpica de prata nos Jogos de Tóquio e bicampeã mundial, Rayssa se destaca pela sua habilidade nas competições internacionais.

Sua trajetória começou muito cedo, aos seis anos, e ela rapidamente se tornou uma das principais promessas do skate feminino. A “fadinha”, como é carinhosamente chamada, brilhou no X Games, conquistando medalhas de ouro, e foi a primeira mulher a alcançar uma nota 9 no Super Crown da Street League de Skate, um marco histórico na modalidade.

Além de ser a medalhista olímpica brasileira mais jovem da história, Rayssa é uma referência para outras meninas que sonham com o sucesso no skate. Sua trajetória é uma prova de que a dedicação e o talento podem superar qualquer desafio, e sua presença nos Jogos Olímpicos de Paris é aguardada com grande expectativa, sendo um reflexo da sua evolução constante.

4. Pamela Rosa: Preparação e Foco para Paris

Pamela Rosa é outra gigante do skate brasileiro que tem se destacado internacionalmente. Com 25 anos, Pamela é bicampeã mundial. Sua trajetória no skate começou cedo, aos 13 anos, quando competiu pela primeira vez no X Games, e desde então não parou de crescer. Em 2014, conquistou o segundo lugar no X Games, e sua carreira só tem subido desde então.

Com uma agenda de treinos rigorosa e um foco absoluto , Pamela tem se preparado fisicamente e mentalmente para dar o seu melhor nas competições. Ela compartilha detalhes de sua rotina de treinos nas redes sociais, mantendo seus fãs e seguidores conectados com sua jornada esportiva. Pamela é um exemplo de disciplina e dedicação, e seu trabalho árduo reflete sua vontade de continuar sendo uma das maiores skatistas da atualidade.

5. Margielyn Didal: O Orgulho das Filipinas

Margielyn Didal, com 25 anos, fez história ao conquistar a medalha de ouro no skate street nos Jogos Asiáticos de 2018, tornando-se a primeira filipina a alcançar esse feito. A skatista não apenas brilhou nas competições asiáticas, mas também se destacou em outros grandes eventos internacionais, como o X Games e o Dew Tour.

Sua vitória nos Jogos Asiáticos representou um marco histórico, não apenas para ela, mas para todo o skate feminino nas Filipinas, que passou a ser reconhecido de forma mais ampla no cenário global.

Margielyn é uma das atletas que continuam a expandir os horizontes do skate feminino, mostrando que o esporte tem um alcance global e que mulheres de todas as partes do mundo podem alcançar o sucesso. Sua paixão pelo skate é evidente, e ela usa suas redes sociais para inspirar outros skatistas e compartilhar seu amor pelo esporte.

A evolução do Skate Feminino

O skate feminino tem evoluído a passos largos, com mulheres conquistando títulos e reconhecimento que antes eram exclusivos aos homens. De Patti McGee, que abriu caminho nos anos 1960, até as novas gerações representadas por Rayssa Leal, Pamela Rosa e outras, o esporte continua a se expandir e a inspirar meninas de todas as idades.

O fato de muitas dessas atletas estarem cada vez mais presentes em competições de nível mundial, como os Jogos Olímpicos, é um reflexo da evolução do esporte, que se tornou mais inclusivo e diverso.

O skate feminino, assim como outras modalidades esportivas, ainda enfrenta desafios em termos de equidade e reconhecimento, mas as conquistas dessas mulheres mostram que a mudança está em andamento.

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Esportes

Red Bull BC One 2024: O Mundo do Breaking Converge no Rio de Janeiro

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Prepare-se para um evento épico, porque no dia 7 de dezembro de 2024, o Rio de Janeiro será palco da grande Final Mundial do Red Bull BC One, a maior competição de breaking 1×1 do planeta! O evento, que já é uma verdadeira celebração global da cultura hip hop e da dança urbana, acontecerá na icônica Jeunesse Arena, marcando a terceira vez que o Brasil recebe a fase final deste torneio lendário.

O Red Bull BC One, que comemora 20 anos de história nesta edição, promete uma noite inesquecível para os fãs de breaking e da cultura de rua. O retorno ao Rio de Janeiro não é apenas um momento nostálgico, mas também um marco significativo, já é a terceira vez que o evento acontece no Brasil, o Rio de Janeiro sediou a etapa final do evento em 2012. Antes disso, a estreia do Brasil como sede da competição foi em 2006, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Agora, o Rio mais uma vez se transforma no centro mundial do breaking, reunindo os melhores B-Boys e B-Girls do planeta para batalhas eletrizantes.

A escolha do Rio de Janeiro para a final deste ano não poderia ser mais apropriada. A cidade, conhecida por sua vibração cultural e seu papel como berço de diversas manifestações artísticas, reflete o espírito do breaking — uma dança que nasceu como expressão de resistência e criatividade nas ruas, mas que conquistou os palcos globais com sua energia e autenticidade.

Cada movimento, cada “freeze” e cada batalha contam histórias, misturando técnica impecável com paixão incontrolável. No Red Bull BC One, os competidores não disputam apenas troféus, mas a chance de serem lembrados como lendas em um universo onde estilo e originalidade são a chave do sucesso.

Além de celebrar os 20 anos do Red Bull BC One, a final de 2024 também é um reflexo do impacto duradouro que o breaking tem tido na cultura global. Desde sua origem como um dos pilares do hip hop até sua inclusão oficial nas Olimpíadas, o breaking continua a inspirar gerações, conectando pessoas de diferentes partes do mundo em torno de sua magia.

Se você é fã da cultura urbana, da dança ou simplesmente quer testemunhar a história sendo escrita diante de seus olhos, não pode perder essa oportunidade única.

Reserve sua agenda e prepare-se para uma experiência transformadora no dia 7 de dezembro, na Jeunesse Arena.

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