Depois de anos de espera, Isaiah Rashad finalmente voltou — e voltou com tudo. It’s Been Awful, seu terceiro álbum de estúdio, chegou em 1º de maio de 2026 pela TDE e Warner Records, e já é considerado um dos lançamentos mais importantes do hip-hop neste ano.
Isaiah Rashad de Volta ao Topo
Com 16 faixas e pouco mais de 54 minutos de duração, o disco é uma viagem intensa pela mente e pela vida de um dos rappers mais talentosos da sua geração. Isaiah Rashad não poupa nada: fala sobre vícios, identidade, sexualidade e os momentos mais difíceis que enfrentou nos últimos anos — incluindo o vazamento de vídeos íntimos em 2022, que o afastou dos holofotes por um bom tempo.
O resultado é um álbum corajoso, vulnerável e artisticamente maduro. A crítica especializada reconheceu: It’s Been Awful recebeu nota 81 no Metacritic, com aclamação universal.
Participações e Produção
O disco conta com participações cirúrgicas e bem escolhidas:
- SZA aparece em “Boy in Red”, uma das faixas mais marcantes do projeto
- Dominic Fike contribui em “Cameras” com vocais e programação
- Julian Sintonia fecha o trio de convidados em “Do I Look High?”
Na produção, os nomes de Julian Sintonia e KTC se destacam como os principais arquitetos do som. O resultado é uma mistura de neo-soul dos anos 90, rap sulista e texturas suaves que criam uma atmosfera única — densa, mas envolvente.
O Que Torna o Álbum Especial
Isaiah Rashad disse em entrevistas que quis ser mais direto neste disco, abandonando os “rap hieroglífico” que marcou seus trabalhos anteriores. E funcionou. Faixas como “Act Normal”, “Ain’t Givin’ Up” e “Happy Hour” mostram um artista que finalmente decidiu se expor de verdade — e isso faz toda a diferença.
Números e Impacto
Comercialmente, o álbum estreou na posição 18 do Billboard 200 e em 7º lugar no Top R&B/Hip-Hop Albums. Não é um número explosivo, mas para um artista que ficou anos fora do radar, é uma declaração clara: Isaiah Rashad está de volta e veio para ficar.
It’s Been Awful já está disponível em todas as plataformas de streaming. Se você curte hip-hop com profundidade e autenticidade, esse é o disco da semana — sem discussão.



