A história do graffiti em Volta Redonda ganhou um registro definitivo. Em 28 de maio de 2026, a artista Hayala Garcia lançou o livro Lápis, uma obra que documenta três décadas de arte urbana na cidade do interior do Rio de Janeiro — desde os primeiros traços nas ruas em 1996 até o cenário vibrante de hoje. O projeto foi viabilizado com apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e representa um marco para a preservação da memória cultural da cena urbana fluminense.
Graffiti em Volta Redonda: Três Décadas de História nas Ruas
Volta Redonda pode não ser a primeira cidade que vem à mente quando se fala em graffiti brasileiro, mas a cena local tem uma história rica e consistente. Desde 1996, artistas da cidade vêm transformando muros, viadutos e espaços públicos em telas de expressão cultural — e o livro Lápis é o primeiro registro sistemático dessa trajetória. A obra reúne imagens, depoimentos e análises que mostram como o graffiti em Volta Redonda evoluiu de uma prática marginalizada para uma forma de arte reconhecida e celebrada.
O lançamento foi acompanhado de uma exposição coletiva com obras de artistas como Fred Freire e Daniel Barreto, além de uma mesa de debate que reuniu dois dos nomes mais importantes do graffiti nacional: Binho Ribeiro e Tinho. A presença desses pioneiros no evento reforça a importância do projeto para a cena urbana brasileira como um todo.
Hayala Garcia: A Artista por Trás do Projeto
Hayala Garcia é uma artista visual com raízes profundas na cena de arte urbana fluminense. Com o livro Lápis, ela assume o papel de cronista de uma geração — alguém que não apenas viveu a história do graffiti em Volta Redonda, mas que decidiu preservá-la para as próximas gerações. O projeto é um exemplo de como artistas da cena urbana estão cada vez mais assumindo a responsabilidade de documentar e valorizar sua própria história, sem depender de instituições externas para contar suas narrativas.
Por Que Documentar a História do Graffiti Importa
O graffiti é, por natureza, uma arte efêmera. Murais são apagados, paredes são demolidas, e muito do que foi criado nas ruas ao longo das décadas simplesmente desaparece. Projetos como o livro Lápis são fundamentais para garantir que essa história não se perca — e para mostrar que a arte urbana brasileira tem profundidade, continuidade e relevância cultural que vão muito além do que é visível nas ruas hoje.
- O livro documenta 30 anos de graffiti em Volta Redonda (1996–2026)
- Projeto apoiado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB)
- Lançamento incluiu exposição coletiva e mesa com Binho Ribeiro e Tinho
- Artistas participantes: Fred Freire, Daniel Barreto e outros
Arte Urbana Fluminense: Um Cenário em Expansão
O lançamento do Lápis acontece em um momento de grande efervescência para a arte urbana no estado do Rio de Janeiro. Nos últimos meses, a cidade do Rio anunciou o maior corredor de arte urbana da América Latina na Avenida Brasil, festivais de graffiti têm ocupado pontes e espaços públicos em cidades do interior, e exposições em museus e centros culturais têm dado cada vez mais visibilidade para artistas que começaram nas ruas. Volta Redonda, com sua história de três décadas documentada no Lápis, é parte essencial desse mosaico cultural que faz do Rio de Janeiro um dos estados mais ricos em arte urbana do Brasil.











