Newsletter

Fique por dentro das prinpais notícias da cultura urbana.

Após cobrança de Flora Matos, João Gomes lê carta em show, mas não declara voto

Picture of Moyses

Moyses

João Gomes leu uma carta durante apresentação em Londrina, no Paraná, em 17 de outubro, e defendeu educação, cotas, SUS e democracia.

O cantor não declarou voto nem citou candidatos; ainda assim, falou de políticas públicas após dias de cobranças sobre seu posicionamento eleitoral.

O pronunciamento ocorreu em meio a cobranças públicas, entre elas a manifestação de Flora Matos sobre a regravação de “Piloto”, composição de sua autoria.

O que João Gomes defendeu na carta?

No palco, Gomes encerrou a leitura afirmando apoio à democracia e pediu que o público vote pensando nas crianças e no futuro do país.

Além disso, relacionou educação à própria trajetória: contou que recebeu bolsa para morar na escola por causa da situação do bairro.

A carta, por exemplo, liga a alfabetização à possibilidade de João se comunicar e formar opinião, além de ressaltar o papel dos professores.

Ele contou que alguém o roubou a caminho das aulas, mas continuou estudando, e defendeu oportunidades para estudantes de baixa renda.

A carta pede valorização salarial de professores e permanência de alunos vulneráveis no ensino superior, com defesa explícita das cotas.

  • Educação e valorização dos professores.
  • Cotas estudantis e permanência na universidade.
  • Segurança pública e apoio a quem precisa.
  • SUS, pesquisa e atenção à saúde mental.

O pronunciamento reuniu posições sobre políticas públicas; por isso, não se converteu em indicação de candidatura nem em apoio nominal a uma chapa.

João também descreveu um amigo chamado Ítalo, que trabalhava após as aulas para ajudar a mãe e não conseguia jogar no campeonato escolar.

A lembrança de Ítalo dá concretude à defesa do auxílio social, já que o trabalho após as aulas o impedia de disputar o campeonato escolar.

Na saúde, por exemplo, o cantor defendeu o SUS e a pesquisa, além de pedir formação de mais profissionais e atendimento sem filas.

Ele também pediu que a saúde mental seja levada a sério, citando uma geração ansiosa e a importância de acolher quem pede ajuda.

De fato, o texto defende respeito às diferenças e liberdade de expressão, conectando democracia ao direito de falar e ser ouvido.

Veja também: KL Jay rejeita IA na criação e diz que tirar a política do rap enfraquece o hip-hop

Foto: reprodução/instagram

O que Flora Matos disse sobre “Piloto”?

Flora Matos, autora de “Piloto”, escreveu que pediria para derrubar a versão de João Gomes caso ele não se posicionasse.

Flora disse que pediria a retirada da versão; até a repercussão inicial, não havia confirmação de solicitação formal nem de remoção de “Piloto”.

Veja também: São Paulo abre R$ 1,97 milhão para colocar até 125 projetos de hip-hop nas ruas

João Gomes citou algum candidato?

A fala de João veio em meio a outras cobranças nas redes, que discutiam seu silêncio diante da disputa eleitoral de 2026.

Entretanto, o pronunciamento respondeu com valores e temas de política pública, sem nomear Lula, Flávio Bolsonaro ou qualquer outro candidato.

Defender democracia, cotas ou SUS não equivale, por si só, a declarar voto; essa distinção delimita o que João efetivamente disse.

João Gomes abordou pautas sociais e democráticas, sem dizer em quem pretende votar.

O próprio João publicou em seu Instagram o vídeo em que lê a carta diante da plateia.