BK’ aparece em “Meu Jeito”, faixa do novo álbum de Fran Gil, “Onda”, lançado em 16 de setembro.
O projeto marca a retomada da carreira solo do cantor e reúne também Péricles, Pedro Franco e Sol de Maria em uma sequência que aproxima MPB, soul, pop e música urbana.
A participação chega em um momento de forte exposição para BK’, que atravessa a celebração de dez anos de “Castelos & Ruínas”.
Por isso, a colaboração mostra outra direção de circulação: menos centrada no próprio repertório e mais aberta ao diálogo com artistas de fora do núcleo estrito do rap.
Como BK’ entra no álbum “Onda”?
Fran Gil escolheu BK’ para “Meu Jeito”, uma das colaborações do disco.
A faixa coloca o rapper dentro de um trabalho que nasce de um processo pessoal de reconstrução e que mistura referências de diferentes gerações da música brasileira.
Essa participação não funciona como simples participação promocional.
BK’ entra em uma obra com identidade própria e precisa adaptar presença, voz e escrita a outro ambiente musical, algo que amplia a leitura de sua atuação para além dos formatos mais associados ao rap contemporâneo.
Por que essa colaboração chama atenção agora?
O timing torna o encontro mais relevante. BK’ está transformando “Castelos & Ruínas” em uma nova etapa de carreira, com relançamentos, audiovisual e shows ligados aos dez anos do álbum que consolidou seu nome.
No mesmo período, aparecer em “Onda” evita que essa celebração fique restrita à memória do próprio catálogo.
A colaboração aponta movimento presente e mostra o rapper circulando em projetos novos, com outra base estética e outro público potencial.
Fran Gil volta ao solo com participações de gerações diferentes
“Onda” sucede “Raízes”, primeiro álbum solo de Fran Gil.
O novo trabalho reúne nomes como Péricles, BK’, Pedro Franco e Sol de Maria, formando um recorte que atravessa samba, rap, música popular e novas vozes da família Gil.
O disco também chega poucos dias depois de Fran subir ao Rock in Rio com os Gilsons.
Assim, a estreia combina visibilidade de festival com retorno ao repertório autoral e cria uma ponte entre a carreira coletiva e a fase solo.
Fran Gil apresentou o disco como parte de um período de luto e reconstrução pessoal, o que também orienta a atmosfera do trabalho.
Nesse contexto, as participações funcionam como encontros de linguagem, e não como simples soma de nomes conhecidos em uma mesma tracklist.
A colaboração não substitui o ciclo de “Castelos & Ruínas”; ela adiciona outra frente e mostra como o rapper usa a exposição da data comemorativa para expandir relações dentro da música brasileira.








