O Festival Favela Cria estima mobilizar 1.050 postos de trabalho em sua primeira edição, no Centro do Rio, e prepara o Backstage de Cria, programa de formação com curadoria do YouTube Brasil e do Instituto Papo Reto.
A organização calcula 650 postos diretos e 400 indiretos para a produção do evento, que ocupa a Praça Marechal Âncora de 30 de outubro a 2 de novembro.
A cifra, portanto, é uma projeção de trabalho: não representa vagas abertas nem empregos já gerados.
De acordo com a organização, cerca de 99% dos profissionais envolvidos no festival vêm de comunidades.
Como a projeção se distribui?
Para realizar o festival, as equipes atuam em oito frentes:
- Produção
- Tecnologia
- Comunicação
- Logística
- Gastronomia
- Atendimento ao público
- Montagem
- Infraestrutura

De fato, a estimativa abrange funções de bastidor, não apenas artistas e atrações nos palcos.
As feiras, por exemplo, incluem 25 expositores de moda, 20 participantes de gastronomia e outros 20 da feira literária.
Até 16 de setembro, o festival havia recebido 1.559 inscrições de 55 municípios distribuídos pelas dez regiões do estado; além disso, 42% das candidaturas vieram de fora da capital.
A chamada contemplou artistas, escritores e empreendedores de favela.
Formação para artistas e criadores
O Backstage de Cria terá atividades por dois dias, com participação dos artistas selecionados nas categorias do festival e curadoria do YouTube Brasil e do Instituto Papo Reto.
A agenda prevê palestras, debates, rodas de conversa e encontros para troca de experiências e aproximação com o mercado criativo.
As conversas abordam temas que atravessam a carreira cultural:
- Empreendedorismo cultural
- Leis de incentivo
- Redes sociais
- Direitos culturais
- Caminhos para viver da arte nas periferias
A organização prevê transmissão pelo YouTube Brasil.
Por isso, as conversas poderão alcançar público além dos artistas presentes nas atividades.
Ao mesmo tempo, a grade discute o papel do funk, do rap e do slam na emancipação juvenil e no reconhecimento da cultura periférica.
Quando e onde acontece o festival?
Por outro lado, o restante da programação de quatro dias combina shows, batalhas de rima e slam, grafite, artes visuais e feiras de moda, literatura e gastronomia.
As disputas de rima e slam terão etapas entre 30 de outubro e 1º de novembro, com as finais no dia 1º.
A organização espera cerca de 15 mil pessoas por dia, com atividades das 14h às 22h, entre 30 de outubro e 2 de novembro.
De acordo com os organizadores, o orçamento anunciado em agosto somava R$ 11 milhões: R$ 6 milhões da Lei Rouanet, R$ 3 milhões de incentivo estadual e R$ 2 milhões de recursos diretos de marketing e ESG.
A entrada é gratuita; no entanto, cada pessoa precisa retirar ingresso pela internet, com limite de um por CPF.
O público pode, por fim, consultar a retirada no site oficial do festival e planejar a visita para os quatro dias.










