O Troca Rima está de volta para sua segunda temporada e resolveu começar grande.
NOG recebe Negra Li em um episódio que mistura rima, memória e algumas das histórias que ajudaram a construir o hip hop nacional.
Com DJ Kefing novamente responsável pela curadoria musical, o programa mantém a essência apresentada na primeira temporada.
Porém, desta vez, a conversa ganha outra dimensão diante de uma artista que atravessa três décadas de carreira.
Negra Li não chega apenas para rimar. Ela chega carregando história.
Negra Li transforma estreia em celebração ao hip hop
Ao longo do episódio, NOG e Negra Li conversam sobre uma caminhada que já soma cerca de 30 anos.
A trajetória da cantora passa diretamente por uma das fases mais importantes do rap paulista.
Negra Li ganhou projeção com o RZO e, depois, construiu uma carreira capaz de atravessar rap, R&B, televisão, cinema e grandes palcos.
Em 2025, a artista transformou esse momento em música com o álbum “O Silêncio Que Grita”, projeto criado justamente no período de celebração das três décadas de carreira.
No Troca Rima, porém, o olhar vai além dos números. Entre os assuntos que aparecem na conversa estão:
- os 30 anos de caminhada dentro da música;
- maternidade e as mudanças provocadas pelos filhos;
- disciplina e a relação com as artes marciais;
- a importância de manter viva a cultura da rima;
- memórias de nomes fundamentais do hip hop brasileiro.
É justamente aí que o episódio encontra alguns de seus momentos mais fortes.

Sabotage surge em uma das lembranças mais emocionantes
A conversa chega inevitavelmente a Sabotage.
E, nesse caso, a homenagem carrega uma história real por trás.
Negra Li pertence à geração ligada ao universo do RZO que também cruzou diretamente o caminho de Sabotage.
Os dois chegaram a dividir trabalhos e conexões musicais durante aquele período do rap paulista.
Até a clássica “A Banca”, do Charlie Brown Jr., reúne nos créditos nomes como Negra Li, Sabotage, Helião, Sandrão e DJ Cia.
DJ Kefing também ajuda a tornar esse encontro simbólico. Desde a primeira temporada, NOG já havia lembrado no Troca Rima que o DJ chegou a acompanhar Sabotage.
Por isso, quando seu nome surge no novo episódio, a sensação não é de uma homenagem protocolar. Existe memória ali.
Troca Rima continua defendendo uma parte essencial da cultura
Outro trecho chama atenção quando a conversa chega à necessidade de preservar espaços para a rima ao vivo.
Esse pensamento praticamente resume a existência do próprio programa.
Desde a primeira temporada, o Troca Rima aposta na relação direta entre MC, DJ e beat.
Kefing escolhe os caminhos musicais e coloca os artistas diante de bases capazes de mudar completamente o clima da apresentação.
A temporada anterior recebeu nomes como:
- Jotapê;
- Pedro Qualy;
- Neto, do Síntese;
- Franco, The Sir.
O último deles fechou a primeira temporada em julho de 2026.
Agora, colocar Negra Li logo na abertura aumenta o tamanho da proposta.
Mais do que buscar uma performance viral, o Troca Rima começa sua segunda temporada lembrando que rimar também é preservar memória, transmitir cultura e conectar diferentes gerações do hip hop brasileiro.







