A cena do rap de Mato Grosso do Sul perdeu Mano Xis em 11 de outubro de 2026.
O artista, nome histórico de Campo Grande, ajudou a fundar a Falange da Rima.
Além disso, a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul lamentou a morte em nota.
Uma trajetória construída em Campo Grande
O nome civil de Mano Xis era Márcio Leite Fernandes.
Formado na cultura hip-hop de Campo Grande, ele integrou a geração que consolidou o rap sul-mato-grossense a partir dos anos 1990.
Em 1998, ele ajudou a criar a Falange da Rima.
Desde então, o grupo se tornou uma referência local; além disso, sua trajetória mostra como a cena se desenvolveu longe dos principais centros do rap nacional.
Alguns marcos ajudam a dimensionar o caminho percorrido pelo coletivo e sua presença na cultura do estado:
- Em 1998, a Falange da Rima surgiu em Campo Grande, com Mano Xis entre seus fundadores.
- Em 2013, o grupo lançou ‘Esquadrão Mariposa’, álbum independente com 12 faixas.
- Em 2022, a Falange recebeu homenagem no Festival Campão Cultural por sua contribuição à música e à cultura estadual.
Esses registros situam o artista em uma história coletiva, não apenas individual.
Por isso, a morte de Mano Xis também representa uma perda para quem construiu e acompanhou o hip-hop em Mato Grosso do Sul.
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As periferias no centro da narrativa
A Falange da Rima levou para suas músicas temas ligados à vida nas periferias.
As letras abordavam pobreza, violência, preconceito social e racial, drogas e consciência política.
Esse repertório aproximou o grupo das experiências e dos debates presentes nos territórios onde o hip-hop cria raízes.
No entanto, a relevância de Mano Xis não depende de transformar sua trajetória em uma história sem contradições ou de atribuir a ele feitos não documentados.
O que as informações disponíveis permitem afirmar é que ele ajudou a formar um grupo duradouro e a manter uma presença artística ligada à cultura de rua em Campo Grande.
Além disso, o reconhecimento público da Falange, incluindo a homenagem recebida em 2022, sinaliza a importância que o coletivo conquistou na memória cultural do estado.
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O legado segue na cena local
Em nota de pesar, a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul reconheceu a contribuição do rapper ao hip-hop e sua influência sobre novas gerações de músicos.
A manifestação também prestou solidariedade a familiares, amigos e integrantes do grupo.
Assim, a lembrança de Mano Xis se conecta às rimas, aos palcos e às redes de artistas que mantêm viva a cultura hip-hop sul-mato-grossense.
A Falange da Rima nasceu em uma cidade fora do eixo mais visível da indústria musical nacional.
Ainda assim, sua continuidade e reconhecimento mostram como cenas regionais constroem referências próprias e ampliam o mapa do rap brasileiro.
Por fim, a trajetória de Mano Xis permanece ligada à história da Falange da Rima e à cultura hip-hop que conquistou espaço em Mato Grosso do Sul.






