O graffiti feminino no Brasil ganhou mais um capítulo poderoso em maio de 2026. O Festival Efeito – Edição Del@s transformou a Ponte Leonel Brizola, em Campos dos Goytacazes (RJ), em uma galeria a céu aberto com dois painéis de aproximadamente 700 metros quadrados. O projeto colocou mulheres artistas no centro da cena, com destaque para a pernambucana Juliana Fervo, referência nacional nas artes visuais urbanas.
Graffiti Feminino Ocupa 700 m² na Ponte Leonel Brizola
Cinco artistas participaram da residência artística que deu vida aos painéis — quatro residentes e uma voluntária. Antes de qualquer pincelada, a ponte passou por um processo rigoroso de preparação: limpeza, lavagem, reparos e aplicação de base para garantir a qualidade final da obra. O resultado é uma intervenção urbana que vai muito além da estética: é um ato político e cultural.
O festival priorizou a diversidade em sua seleção de artistas, com foco especial em mulheres negras, LGBTQIAPN+ e com deficiência. Essa escolha reflete um movimento crescente dentro da cena de graffiti feminino no Brasil, que vem conquistando cada vez mais espaço em festivais, galerias e espaços públicos.
Encerramento com Festa e Arte
- Encerramento em 24 de maio de 2026
- Shows de Dai Gomes e Selecta Dimina
- Pintura ao vivo pelas artistas residentes
- Atividades culturais para crianças
- Abertura oficial no Museu Histórico de Campos
Arte Urbana Como Ferramenta de Pertencimento
Para a curadora e gestora do projeto, Franthesca Ribeiro, ocupar a Ponte Leonel Brizola com arte urbana era um sonho antigo de muitos artistas locais. O festival, que chegou à sua terceira edição em Campos dos Goytacazes, tem como missão transformar o espaço urbano em área de criação coletiva — promovendo pertencimento e democratizando o acesso à cultura.
O evento contou com apoio da Lei Rouanet, patrocínio da Concessionária Águas do Paraíba e suporte da Prefeitura Municipal de Campos e da Secretaria Municipal de Turismo. Uma prova de que o graffiti feminino no Brasil está cada vez mais reconhecido e apoiado por políticas culturais sérias.
Iniciativas como essa mostram que a arte de rua brasileira não para de crescer — e que as mulheres estão na linha de frente dessa expansão, colorindo pontes, muros e imaginações por todo o país.










