A participação de TZ da Coronel em um desfile da Rio Fashion Week virou assunto nas redes sociais. O rapper apareceu de surpresa na passarela e apresentou “Não Temos Medo”, criando um dos momentos mais comentados do evento.
O impacto foi imediato. Ao mesmo tempo em que parte do público celebrou o movimento, outra parcela levantou uma discussão sensível sobre identidade e origem.
Participação surpresa vira palco de debate
Durante o desfile da Piet + Pool, TZ entrou como atração performática e transformou a passarela em um show ao vivo. A proposta seguiu uma tendência crescente de unir música e moda em experiências mais imersivas.
A repercussão, porém, ultrapassou o evento. Comentários nas redes sociais passaram a questionar o significado dessa presença.
Internet se divide: avanço ou afastamento?
O debate rapidamente ganhou dois lados bem definidos:
Quem apoia
- Vê a participação como expansão de espaço para o trap
- Defende que artistas da periferia devem ocupar novos territórios
- Enxerga o movimento como quebra de barreiras culturais
Quem critica
- Aponta possível distanciamento da realidade da quebrada
- Questiona a aproximação com marcas e eventos considerados elitizados
- Levanta o risco de perda de identidade
Moda e trap: relação cada vez mais próxima
A presença de artistas como TZ em eventos desse porte não é um evento isolado. Inclusive, a moda tem buscado referências na cultura urbana para se conectar com o público jovem.
Por outro lado, o trap também ganha visibilidade e novos canais de monetização ao entrar nesse circuito.
Esse encontro cria uma zona de tensão constante: crescimento versus autenticidade.
O que está em jogo nesse tipo de movimento
Mais do que uma participação pontual, o episódio expõe uma discussão recorrente na cena:
- Até que ponto crescer significa se afastar da origem?
- Existe limite para ocupar espaços antes considerados distantes?
- Quem define o que é “representar” a quebrada?
A participação de TZ da Coronel não passou despercebida porque toca em algo maior do que moda ou música. Ela evidencia uma transformação em curso, onde artistas da periferia começam a ocupar espaços antes restritos.
O desconforto de parte do público mostra que esse avanço ainda gera resistência. Ao mesmo tempo, a visibilidade conquistada indica que o movimento dificilmente vai recuar.
No fim, a discussão não é só sobre TZ, mas sobre o próprio caminho que o trap brasileiro está escolhendo seguir.











