11º Fórum Nacional de Mulheres no Hip Hop Reúne Milhares em Uberlândia com Batalhas, Shows e Debates

Picture of Mano Rua

Mano Rua

O maior encontro feminino do hip hop brasileiro está de volta. De 8 a 10 de maio de 2026, Uberlândia, em Minas Gerais, sedia o 11º Fórum Nacional de Mulheres no Hip Hop (FNMH2) — um evento que vai muito além de shows e batalhas. É um espaço de articulação, formação e resistência para mulheres que vivem e respiram a cultura de rua.

O Maior Fórum Feminino do Hip Hop Brasileiro

Organizado pela Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop (FNMH2 BR) em parceria com a Frente Mineira, o evento espera reunir entre 800 e 1.000 participantes diretas ao longo dos três dias. A celebração de encerramento, aberta ao público geral, deve atrair cerca de 10.000 pessoas — um número que mostra o tamanho e a força do hip hop brasileiro feminino.

A programação inclui debates estratégicos, workshops, batalhas de MC, apresentações de breaking e shows de artistas de todo o país. Nomes como Mac Julia, Iza Negratcha e Sharylaine estão confirmados no palco, ao lado de dezenas de artistas locais e regionais.

Rondônia Chega pela Primeira Vez ao Fórum

Uma das novidades desta edição é a participação inédita de Rondônia. Carla Letícia, fundadora da Batalha das Manas e presidente da Liga de MC’s de Rondônia, representa o estado pela primeira vez no fórum. Sua presença tem um objetivo claro: criar o Núcleo de Mulheres no Hip Hop de Rondônia e ampliar a inserção das artistas da região em espaços de visibilidade e decisão dentro do movimento.

Dora MC, artista de Baguari que representa Governador Valadares, também sobe ao palco ao lado das grandes nomes da cena nacional. Cada edição do fórum é uma oportunidade para que artistas de estados menos representados ganhem espaço e conexões que transformam carreiras.

Os Cinco Elementos em Destaque

O FNMH2 integra todos os cinco elementos do hip hop brasileiro: MCing, DJing, breaking, graffiti e conhecimento. Não é só um festival de música — é uma escola viva de cultura urbana, onde cada elemento tem seu espaço de expressão e aprendizado.

  • Batalhas de MC: competições que testam improviso, técnica e conteúdo
  • Workshops de breaking: para iniciantes e avançados, com b-girls de referência nacional
  • Graffiti ao vivo: intervenções artísticas que transformam os espaços do evento
  • Debates e formações: sobre políticas públicas, violência contra a mulher e empoderamento periférico
  • Espaço Cuide-se: serviços gratuitos de autocuidado, como tranças, maquiagem e relaxamento

Hip Hop Como Ferramenta de Transformação Social

O fórum não é apenas um evento cultural — é uma demonstração de que o hip hop brasileiro tem poder político real. A Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop trabalha junto ao Ministério das Mulheres para desenvolver políticas públicas que atendam artistas e agentes culturais das periferias. Uberlândia, em maio de 2026, é mais um capítulo dessa história de resistência e construção coletiva.