Dono da The Box anuncia camping com mais de 50 artistas e promete mexer com o trap nacional

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Moyses

Logo do The Box
Imagem: Reprodução

O dono da The Box, Felipe Moda, movimentou a cena urbana ao anunciar um super camping com mais de 50 artistas e produtores. A proposta promete juntar nomes do mainstream com artistas do underground em uma imersão criativa.

Segundo a repercussão do anúncio, o projeto deve ter tudo incluso e ainda oferecer translado para quem não tem condição financeira. A ideia é transformar o encontro em um espaço de criação, conexão e colaboração entre diferentes bolhas do trap, rap e funk.

Ainda não há data, local ou lista oficial de confirmados. Mesmo assim, a proposta já abriu debate entre fãs, artistas e páginas especializadas da cena.

The Box quer transformar medleys em imersão gigante

A The Box nasceu em 2020, durante a pandemia, criada por Felipe Moda. O projeto ficou conhecido pelos medleys gravados em estúdio, com artistas rimando ao vivo e sem playback.

Com o tempo, a “caixa” virou uma vitrine importante para a música urbana brasileira. O formato ajudou a aproximar trap, funk e rap, colocando nomes consolidados ao lado de artistas em crescimento.

Entre os nomes que já passaram pelo universo da The Box estão Orochi, Borges, L7NNON, MD Chefe, Chefin, Caio Luccas, Meno Tody, NGC Daddy, DomLaike e AJULLIACOSTA.

Agora, o camping indica um passo maior. Em vez de reunir artistas apenas para uma gravação, a ideia parece criar um ambiente de convivência, produção e networking por vários dias.

Recayd no fundo verde do The Box

Camping promete unir mainstream, underground e produtores

O ponto central do anúncio é a tentativa de unir a cena. A proposta envolve artistas em diferentes estágios da carreira, além de produtores que podem transformar o encontro em um laboratório de novas músicas. Na prática, o formato pode gerar:

  • colaborações improváveis;
  • músicas inéditas;
  • aproximação entre artistas novos e consolidados;
  • conteúdo audiovisual para redes sociais;
  • novas pontes entre produtores e MCs.

Público comemora, mas cobra menos panelinha

A recepção inicial foi positiva, com fãs tratando o camping como uma iniciativa forte para o hip-hop nacional. Porém, também surgiram críticas e cobranças.

Parte do público teme que a seleção repita os mesmos nomes de sempre e deixe de fora artistas realmente novos. As principais cobranças envolvem mais mulheres na escalação, artistas de diferentes estados e menos concentração em grupos já conhecidos.

Esse será o grande teste do projeto. Se a curadoria for diversa, o camping pode virar uma das ações mais relevantes da cena em 2026.

The Box pode criar novo modelo para a cena urbana

O anúncio reforça uma tendência importante: a música urbana brasileira está buscando formatos próprios de criação e distribuição.

Mais do que lançar uma faixa isolada, iniciativas como essa criam narrativa, bastidor, comunidade e expectativa. Para artistas independentes, isso pode valer tanto quanto uma grande campanha.

Felipe Moda, que já atua como conector nos bastidores, pode ampliar ainda mais esse papel. Se entregar diversidade, estrutura e boas colaborações, a The Box pode transformar o camping em um novo capítulo para o trap nacional.

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