Quase duas décadas depois de um dos álbuns mais marcantes do rap nacional, Shawlin voltou com tudo. Ruas Vazias 2, lançado em 10 de setembro de 2026, é a sequência direta do clássico de 2007 — e chega não como nostalgia, mas como um acerto de contas com a própria trajetória.
Shawlin Ruas Vazias 2: O Retorno do Cachorro Magro
O projeto marca o retorno de Cachorro Magro, o alter ego mais agressivo e visceral de Shawlin, apresentado pela primeira vez em 2013. Mas Ruas Vazias 2 vai além de um simples resgate: o álbum integra diferentes fases da carreira do artista, do boom bap raiz às experimentações com trap e arranjos orquestrais que ele explorou nos últimos anos.
O single de abertura, Zum, lançado em 4 de setembro em parceria com Raflow e produzido por J Cardim, já deu o tom do que estava por vir. A faixa chegou acompanhada de videoclipe e rapidamente movimentou as redes, reacendendo o interesse de uma geração que cresceu ouvindo o primeiro Ruas Vazias.
Participações e Sonoridade
O álbum conta com cerca de 10 faixas e reúne nomes que representam diferentes vertentes do rap brasileiro contemporâneo:
- Raflow — parceiro no single de abertura Zum
- Xamã — presente na faixa Irmãos Metralha, com videoclipe previsto para outubro
- Hélio Bentes — artista baiano que vem ganhando espaço no rap e no afrobeat nacional
A sonoridade do projeto mantém o boom bap como espinha dorsal, mas sem abrir mão da evolução que Shawlin acumulou ao longo dos anos. O resultado é um disco que soa ao mesmo tempo familiar e renovado — exatamente o que um projeto desse peso precisava entregar.
Por Que Ruas Vazias 2 Importa para o Rap Nacional
O rap brasileiro de 2026 vive um momento de expansão e diversidade, com artistas de todas as regiões do país ganhando visibilidade. Nesse contexto, um projeto como Ruas Vazias 2 funciona como âncora — um lembrete de onde o rap nacional veio e de que a profundidade lírica e a identidade de rua ainda têm muito a dizer.
Shawlin não está tentando competir com o trap ou o funk que dominam os streamings. Ele está fazendo o que sempre fez melhor: rap honesto, denso e sem concessões. E isso, em 2026, é mais raro e mais valioso do que nunca.





