Newsletter

Fique por dentro das prinpais notícias da cultura urbana.

Emicida comenta papel do rap em ato na Zona Norte de SP; reportagem estima mais de 5 mil presentes

Picture of Moyses

Moyses

Emicida falou sobre o lugar do rap nas disputas sociais durante O Rap Convoca, ato de 18 de outubro de 2026 na Vila Nova Cachoeirinha, Zona Norte de São Paulo.

A Alma Preta estimou mais de 5 mil participantes.

Embora a estimativa presencial supere 5 mil pessoas, a cifra não foi auditada de forma independente e não deve ser lida como contagem exata.

O movimento hip-hop organizou o encontro com apoio da Bancada Feminista do PSOL-SP, da Frente Povo Sem Medo e da Frente Brasil Popular.

Além disso, a pauta incluiu defesa da democracia e apoio à reeleição de Lula.

Emicida questiona a neutralidade do rap

Na entrevista à Alma Preta, Emicida contestou a ideia de que o rap deva se manter neutro diante de situações de opressão.

Para ele, a neutralidade nesse cenário significa ficar ao lado de quem oprime.

O artista resumiu sua posição na frase “o lado do rap nunca é o lado do opressor”.

Em síntese, o rapper afirmou que o gênero não pode ignorar desigualdades sociais.

Ele vinculou essa leitura à rua, às pessoas negras, às periferias, aos povos indígenas, às mulheres e à população LGBTQ+.

Por isso, a mensagem colocou o hip-hop como expressão de grupos e experiências coletivas.

A fala abordou a posição política do movimento, não uma escolha eleitoral individual de Emicida.

Essa distinção importa porque O Rap Convoca ocorreu em uma agenda de apoio à reeleição.

Veja também: KL Jay rejeita IA na criação e diz que tirar a política do rap enfraquece o hip-hop

Foto: reprodução/instagram

Artistas e público ocuparam a zona norte

O UOL descreveu a plateia como majoritariamente jovem e confirmou que Emicida encerrou o ato, com outros rappers no palco.

Além disso, a programação reuniu artistas de diferentes trajetórias do hip-hop.

Entre os participantes estavam, por exemplo:

  • Karol Conká participou das apresentações.
  • Jotapê MC integrou a programação.
  • Rashid subiu ao palco.
  • Projota também participou do ato.
  • Rael esteve entre os artistas.
  • Tássia Reis participou da mobilização.
  • Pentágono também integrou o encontro.

Artistas se revezaram entre rimas e conversas no palco e na calçada, dinâmica que Emicida descreveu na entrevista.

A organização definiu a atividade como um encontro musical.

A deputada federal Erika Hilton também subiu ao trio, mas não discursou.

Nabil Bonduki e Orlando Silva estavam entre os nomes políticos presentes, sem fala pública no palco.

Veja também: Rael anuncia show de ‘Nas Profundezas da Onda’ na Audio, em São Paulo

O ato teve contexto eleitoral e cultural

A manifestação, assim, deu sequência a uma série de atos nas periferias de São Paulo nas semanas anteriores.

A edição de 18 de outubro levou a mobilização à Vila Nova Cachoeirinha.

Ao mesmo tempo, atos favoráveis à reeleição de Lula ocorreram em diversas capitais naquele domingo, entre elas Rio de Janeiro, Salvador, Brasília e Curitiba.

São Paulo também registrou uma manifestação na Avenida Paulista.

A organização definiu o formato como musical, não como espaço para discursos políticos.

Ainda assim, a fala de Emicida explicitou a dimensão social do rap.

A estimativa, por fim, indica a dimensão atribuída ao público, sem medir a posição política de cada participante.

O encontro terminou com uma mensagem coletiva sobre o lugar do rap na vida pública.

TÓPICOS RELACIONADOS: Emicidamusicarap