O rap feminino brasileiro ganhou um novo marco em julho de 2026. Jovem MK lançou Uma Rapper Gangster, seu projeto mais ambicioso até hoje, e o resultado é um disco que desafia estereótipos, celebra a identidade periférica e coloca a artista em outro patamar dentro da cena nacional.
Jovem MK e o Conceito por Trás de ‘Uma Rapper Gangster’
O álbum nasceu de um vídeo viral em que a artista criou um “manual” bem-humorado de como ser uma rapper gângster. A repercussão foi tão grande que o conceito se expandiu para um projeto completo, com 17 faixas que exploram a dualidade entre a imagem dura do rap e a personalidade real de Jovem MK — uma mulher vaidosa, engraçada e cheia de camadas.
A identidade visual do disco bebe nas referências estéticas dos anos 90 e nas sitcoms americanas clássicas, criando um contraste intencional com o universo do trap e do drill. É um álbum que ri de si mesmo enquanto entrega rimas afiadas e produção de alto nível.
Participações que Marcam Gerações
O tracklist de Uma Rapper Gangster reúne nomes que atravessam gerações do rap nacional. A faixa Coroada conta com a participação de Mano Brown, um dos maiores nomes da história do hip-hop brasileiro — um encontro que simboliza a passagem de bastão entre veteranos e a nova geração. Outras colaborações incluem MC Hariel em Nóis Memo, L7NNON em De Raça, Azzy em Dom do Toque e Clara Lima em Bandida ou Artista.
A produção ficou nas mãos de Tsumano, Atlxta, Chris Silva, Leodokick, Gioprod e Rxbin — uma equipe que garante variedade sonora sem perder a coesão do projeto. Destaque também para Ódio e Amor, que utiliza um sample de Dinadi, homenageando a pioneira do rap feminino nacional.
KondZilla e a Aposta no Rap Feminino
Lançado pela KondZilla com distribuição da The Orchard, o álbum chega em um momento em que a gravadora consolida sua aposta no rap feminino como força motriz da cultura urbana brasileira. A direção artística de Konrad Dantas e a criatividade de Jovem MK resultaram em um produto que vai além da música — é uma declaração de identidade.
- 17 faixas de rap, drill e trap com identidade própria
- Participações de Mano Brown, MC Hariel, L7NNON, Azzy e Clara Lima
- Conceito visual inspirado nos anos 90 e na cultura pop americana
- Disponível em todas as plataformas digitais
Por Que ‘Uma Rapper Gangster’ Importa
Jovem MK não está apenas lançando um álbum — ela está redefinindo o que significa ser uma rapper gangster no Brasil de 2026. Com humor, autenticidade e rimas que não pedem licença, o disco prova que o rap feminino nacional está em seu momento mais forte e criativo. Quem ainda não conhece a artista, esse é o ponto de entrada perfeito.







