Um post viral reacendeu a nostalgia ao sugerir que a Sony relançará o Walkman com suporte ao Spotify e outros serviços de streaming, usando imagens que misturam fita cassete, estética anos 80 e um player digital moderno preto.
Mas a história real é diferente: não há anúncio oficial de retorno do Walkman clássico de fita.
O que existe é a continuidade da linha digital de alta resolução e uma nova rodada de vazamentos sobre o possível Sony Walkman NW-ZX900.
Walkman não voltou ao cassete, mas segue vivo no digital
A Sony mantém o nome Walkman em players digitais premium, voltados para quem busca áudio de alta fidelidade, suporte a arquivos hi-res e uma experiência mais dedicada do que a oferecida pelo celular.

Os modelos NW-A306 e NW-ZX707, lançados em janeiro de 2023, já rodam Android e permitem instalar aplicativos pela Google Play Store. Isso significa que serviços como Spotify, Tidal e Qobuz já fazem parte da experiência atual da linha.
O ponto central é que a Sony não retomou a fabricação do modelo clássico de fita cassete. A marca segue mirando outro público: ouvintes que querem streaming, biblioteca local, melhor construção sonora e menos distrações no consumo musical.
Vazamentos do NW-ZX900 apontam salto de desempenho
O movimento que ganhou força nos últimos dias envolve vazamentos sobre o NW-ZX900, possível próximo modelo flagship da linha Walkman. A previsão mencionada é de lançamento entre o fim de 2026 e o início de 2027.
As informações vazadas indicam uma atualização forte para quem usa streaming e arquivos pesados de alta resolução:
- Android 16 como sistema operacional;
- processador muito mais potente, possivelmente baseado no Snapdragon 7s Gen 3;
- cerca de 122% mais desempenho em relação ao NW-ZX707;
- 8 GB de RAM, ampliando multitarefa e estabilidade;
- Wi-Fi 6E para downloads e streaming mais rápidos;
- Bluetooth 5.4, com possível suporte a LE Audio.
Na prática, essas mudanças podem deixar a navegação mais fluida, acelerar downloads offline e melhorar o uso de bibliotecas grandes.
Para quem alterna entre Spotify, Tidal, Qobuz e arquivos hi-res, o salto pode ser mais importante do que parece.
Nostalgia do Walkman encontra disputa por áudio premium
O timing ajuda a explicar a repercussão. Julho de 2026 marca 47 anos do Walkman, lançado originalmente em 1º de julho de 1979, um produto que mudou a forma como as pessoas levavam música para a rua.
Ao mesmo tempo, existe uma onda de nostalgia por fitas cassete, com outras marcas explorando players físicos e estética retrô. A Sony, porém, parece seguir em outra direção: menos revival literal, mais aposta em áudio digital premium.
Esse contraste fica ainda mais curioso porque a empresa também deve encerrar suporte a streaming em diversos equipamentos antigos de áudio a partir de novembro de 2026. Enquanto alguns aparelhos perdem recursos, a linha Walkman segue aparecendo como espaço de investimento.
No fim, o “novo Walkman com Spotify” não é uma volta ao cassete, mas a evolução de uma marca histórica para outro momento do consumo musical. O nome permanece, só que agora conectado ao streaming, ao áudio hi-res e a uma escuta mais dedicada.







