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Felipe Vaz Lança Álbum que Transforma a Diáspora da Baixada em Rap, Afrobeat e Funk Carioca

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Mauro S Pereira

Imagem: Internet

Da Baixada Fluminense para o centro do Rio de Janeiro — e do Rio para o mundo. Felipe Vaz, artista nascido em Duque de Caxias, lançou em agosto de 2026 seu terceiro álbum de estúdio, intitulado Até Onde Meus Pés Alcançarem e Minhas Mãos Puderem Tocar. O projeto é um manifesto sonoro sobre a resistência, a diáspora periférica e a força de quem tenta viver da arte nas ruas do Rio.

Um Álbum que Conta uma Jornada Real

Com sete faixas, o disco marca uma virada radical na trajetória de Felipe Vaz. Depois de quatro anos de hiato desde Terra de Mulher Bonita (2022), o artista abandona as raízes do pop acústico regional e mergulha de cabeça no rap, afrobeat, atabaques de matrizes africanas, Jersey Club e tamborzão do funk carioca. É a primeira vez que Vaz usa a rima como ferramenta principal — e o resultado é um retrato honesto e visceral das ruas cariocas.

A produção ficou a cargo de Buzu, com parceria na escrita de Noite Moderna. O segundo single, Uma Noite Só, conta com participação do funkeiro Ramaciote e explora os temas do amor e da noite carioca com uma leveza que contrasta com a densidade do projeto como um todo.

A Diáspora como Tema Central

O álbum funciona como uma crônica da jornada de quem sai da Baixada Fluminense em busca de espaço no centro cultural do Rio. Felipe Vaz, que hoje mora no bairro da Lapa, usa a música para narrar as incertezas, as conquistas e as contradições de viver da arte em uma cidade tão desigual quanto o Rio de Janeiro.

  • Identidade visual: centrada na cor vermelha, representando sangue e asfalto
  • Faixa de abertura: Vitória — uma profissão de fé que também fecha o álbum
  • Sonoridade: fusão de hip-hop, afrobeat, atabaques africanos, Jersey Club e funk carioca
  • Distribuição: independente, via plataformas digitais

A Voz da Periferia Carioca

Em um cenário onde o rap brasileiro segue em expansão constante, Felipe Vaz chega com uma proposta que vai além das tendências. Seu álbum não é apenas música — é um documento cultural sobre a realidade de quem vive e cria nas margens do Rio de Janeiro. A mistura de ritmos africanos com a batida do funk carioca e a cadência do rap cria algo genuinamente novo, enraizado na identidade da Baixada Fluminense.

Até Onde Meus Pés Alcançarem e Minhas Mãos Puderem Tocar é um dos lançamentos mais significativos do rap independente brasileiro em 2026 — e uma prova de que a periferia carioca continua sendo uma das fontes mais ricas de criatividade do país.