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Circuito Goianiense leva oito batalhas de rua à final com 16 MCs na UFG

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Moyses

Circuito Goianiense - Foto: Divulgação

O 1º Circuito Goianiense de Batalhas de Rima entra na reta final após percorrer oito batalhas de rua entre Goiânia, Senador Canedo e Catalão.

As seletivas, realizadas de 6 a 17 de setembro, classificam 16 MCs para a decisão marcada para 18 e 19 de setembro.

A final acontece no Centro Cultural UFG e combina disputa, premiação, shows e atividades de formação ligadas à cultura hip-hop.

Oito seletivas conectam diferentes pontos da cena

O circuito foi estruturado para reunir batalhas que já movimentam territórios distintos, em vez de concentrar toda a seleção em um único evento.

Cada etapa distribui duas vagas, formando o grupo de 16 MCs que chega à fase decisiva no Centro Cultural UFG.

Passaram pelo calendário batalhas de Goiânia, Catalão e Senador Canedo, com a última seletiva prevista para 17 de setembro.

Esse desenho amplia a circulação entre capital, região metropolitana e interior, além de reconhecer coletivos que sustentam a cena durante o ano.

A Batalha da Paz encerra as seletivas no dia 17, deixando apenas um dia entre a última classificação e o começo da final.

Final na UFG vai além da competição

A programação dos dias 18 e 19 não se resume aos confrontos de improviso. O projeto também inclui atividades gratuitas e ações formativas.

A UFG prevê oficinas ligadas a rima, discotecagem, break, grafite e gestão de carreira, aproximando prática artística e profissionalização.

A etapa principal ainda terá apresentações de No Mic & No Beat e Um Mundo Todo Nosso, dois nomes ligados ao hip-hop goiano.

Na batalha, haverá premiação para os três primeiros colocados e reconhecimento específico para destaques masculino e feminino.

A combinação de competição e formação cria um ambiente em que participantes podem disputar reconhecimento e, ao mesmo tempo, desenvolver ferramentas para a carreira.

Universidade se aproxima de uma cultura construída na rua

O projeto é uma ação de extensão da Escola de Música e Artes Cênicas da UFG, coordenada pelo LabCult em parceria com a Fundação RTVE.

A iniciativa parte do reconhecimento das batalhas como espaços de criação, convivência, formação de MCs e ocupação cultural dos territórios.

Essa aproximação é relevante porque preserva a rua como origem do movimento, mas oferece estrutura para circulação, capacitação e continuidade profissional.

Com 16 classificados e uma final de dois dias, o circuito transforma uma rede independente de batalhas em encontro estadual com formação e visibilidade.

Ao levar a etapa decisiva para um equipamento cultural universitário, o circuito ainda cria uma ponte institucional sem retirar protagonismo dos coletivos de rua.

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