O Mato Grosso do Sul ganhou um projeto de arte urbana que promete deixar um legado permanente nas comunidades de Dourados. O Circuito Urbano: Arte nos Territórios de Dourados está transformando muros de bairros e distritos da cidade em uma exposição de graffiti e muralismo a céu aberto, com cinco intervenções de grande formato previstas entre setembro e novembro de 2026.
Arte que Vai Além do Centro
O projeto nasceu com uma proposta clara: descentralizar o acesso à cultura e levar o graffiti para além das regiões centrais de Dourados. Financiado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), o Circuito Urbano aposta na arte como ferramenta de pertencimento e valorização dos espaços públicos.
A primeira intervenção aconteceu entre os dias 17 e 20 de setembro, no distrito de Itahum, na Escola Municipal José Eduardo Canuto Estolano. O responsável pela obra foi o artista douradense Marcelo Big, que cresceu dentro da cena do graffiti local e tem na arte uma extensão da sua história pessoal — ele conta que foi criado dentro de um balde de tinta, influenciado pelo pai pintor e pela cultura hip-hop.
Cinco Murais, Cinco Histórias
O cronograma do Circuito Urbano prevê intervenções em diferentes pontos da cidade:
- Itahum — Escola Municipal José Eduardo Canuto Estolano (setembro)
- Vila Formosa — Escola Municipal Padre Anchieta (setembro/outubro)
- Vila São Pedro — Quadra Poliesportiva Rosiel de Lima (setembro/outubro)
- Jockey Club — Escola Municipal Professora Clori Benedetti de Freitas (outubro/novembro)
- Região Central — Praça do Transbordo (novembro)
Cada mural aborda temas como identidade, diversidade cultural, tradições e paisagens regionais de Dourados e do Mato Grosso do Sul. A proposta é que moradores e estudantes possam acompanhar o processo de criação das obras das 9h às 17h — transformando a execução em si em um ato educativo e comunitário.
Legado Permanente para as Comunidades
A produtora executiva do projeto, Nathalya Botelho Escobar, destaca que o diferencial do Circuito Urbano está no seu caráter permanente. Ao contrário de intervenções temporárias, os murais ficam nos locais como um legado artístico duradouro para cada comunidade.
O Circuito Urbano de Dourados é mais um exemplo de como o graffiti e o muralismo estão se consolidando como linguagens legítimas de transformação social no Brasil. Quando a arte vai até as periferias e distritos, ela não apenas embeleza — ela afirma que aquela comunidade também merece cultura, história e representação nas paredes da sua própria cidade.





