FBC anunciou em 22 de agosto, pelo X, o lançamento de “SKARNAVAL!” para 9 de outubro. Apresentado inicialmente como álbum, o trabalho chegou às plataformas como “Skarnaval EP. 1”, primeiro capítulo de um projeto que acompanha diferentes fases da vida de um brasileiro. Segundo a Billboard Brasil, essa abertura reúne cinco faixas e combina a sonoridade do ska com reflexões sobre a infância.
O anúncio ocorreu em duas publicações consecutivas. Na primeira, o rapper afirmou ter feito “o melhor álbum da carreira” e compartilhou uma foto com a lista de faixas. Na segunda, escreveu “sem mais prévias” e informou a data de lançamento. O Rapmídia destacou a constância de produção do artista ao noticiar a novidade.
O intervalo entre os trabalhos ajuda a dimensionar esse ritmo: “Skarnaval” chega menos de seis meses depois de “Tambores, Cafezais, Fuzis, Guaranás e Outras Brasilidades”, lançado em 1º de maio de 2026. Enquanto aquele disco aborda ancestralidade, exploração do trabalho, violência estrutural e consumo, o novo projeto parte do universo infantil para tratar de questões sociais.
Neste primeiro capítulo, a curiosidade da criança conduz temas como liberdade, convivência familiar e desigualdade. A proposta combina humor e crítica, dentro de uma narrativa mais ampla sobre amadurecimento e formação da consciência de classe. O percurso do projeto passa pela infância, pela adolescência e pela vida adulta.
Fernanda Takai, vocalista do Pato Fu, participa de “Greve das Crianças”. De acordo com a Billboard Brasil, a faixa transforma reivindicações infantis em uma reflexão sobre a relação entre trabalho e convivência familiar. O EP tem distribuição pela ONErpm.
A escolha do ska acrescenta outra direção à trajetória musical do rapper mineiro. Em “Baile”, lançado em 2021 em parceria com o produtor VHOOR, FBC trabalhou com referências dos melôs e raps dos anos 1990 sobre a batida do Miami Bass. Já em “Tambores, Cafezais, Fuzis, Guaranás e Outras Brasilidades”, incorporou rock e hardcore, mantendo o rap como eixo central.
Em entrevista publicada em 1º de outubro, quando ainda mantinha mistério sobre “Skarnaval”, FBC ressaltou a importância da música na construção de suas apresentações: “Eu sempre quero que os meus shows sejam uma experiência auditiva, mais do que visual”. No novo projeto, a mudança de sonoridade vem acompanhada de um recorte definido: observar, desde a infância, as circunstâncias sociais que atravessam a vida de um brasileiro.









