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O filho que superou o mestre? Conheça Sain, rapper que cresceu ao lado de Marcelo D2 e construiu seu próprio nome no rap

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Moyses

Sain - Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram

Sain carrega uma das conexões mais conhecidas do rap brasileiro: é filho de Marcelo D2 e apareceu ainda criança em “Loadeando”, faixa de A Procura da Batida Perfeita, lançado em 2003.

Mais de duas décadas depois, a pergunta provoca curiosidade: o filho superou o mestre?

A resposta não precisa transformar carreira em ranking. O ponto é entender como Sain saiu da imagem do menino ao lado do pai para firmar uma assinatura própria no rap.

Quem é Sain, filho de Marcelo D2?

Stephan Affini Peixoto, o Sain, cresceu cercado por música, rima e estúdio.

Sua trajetória começa muito antes da carreira solo, dentro de uma família diretamente ligada à história do hip-hop nacional.

Foto: Reprodução/ Instagram

Essa origem poderia virar um peso difícil de carregar.

Afinal, Marcelo D2 é um dos nomes que ajudaram a expandir o rap brasileiro para públicos diferentes, misturando batida, samba, rua e linguagem popular em momentos decisivos.

No caso de Sain, o sobrenome artístico abriu uma porta, mas não segurou a caminhada inteira.

Aos poucos, ele construiu uma identidade ligada ao rap carioca, ao boom bap e a uma escrita mais seca, direta e conectada ao corre de sua geração.

Sain já cantava com Marcelo D2 quando era criança

A presença de Sain em “Loadeando” virou uma memória afetiva para muita gente que acompanhou Marcelo D2 nos anos 2000.

A faixa nasceu da parceria entre pai e filho e apresentou o garoto ao grande público ainda na infância.

O contraste é forte porque aquele menino cresceu dentro da própria cultura que o cercava. Em 2025, os dois voltaram a apresentar a música juntos no Altas Horas, 22 anos depois do lançamento original.

Essa sequência mostra que a história não ficou presa à participação infantil. Sain transformou uma lembrança de família em ponto de partida, não em destino final.

Como Sain deixou de ser apenas o filho de Marcelo D2?

A resposta passa por constância. Sain não construiu seu nome em cima de um único momento viral, mas acumulando projetos, coletivos, faixas e uma estética reconhecível dentro do rap nacional.

A Pirâmide Perdida foi parte importante desse processo, reunindo nomes que ajudaram a marcar uma fase do rap carioca independente. Já na carreira solo, Sain levou essa vivência para discos e músicas com uma pegada mais crua, rimada e centrada no beat.

O perfil oficial do artista no Spotify informa que seus trabalhos já passam de 100 milhões de streams nas plataformas digitais. É um número que ajuda a medir o alcance de uma trajetória que deixou de depender da curiosidade em torno do parentesco.

Em KTT ZOO, lançado em 2023, a presença de Marcelo D2 não apaga Sain. Pelo contrário, reforça a ideia de diálogo entre gerações, com pai e filho dividindo espaço sem que um precise engolir o outro.

Afinal, Sain superou Marcelo D2?

Não existe base segura para afirmar que Sain superou Marcelo D2 em tamanho, impacto histórico ou alcance popular. D2 segue como uma referência maior do rap brasileiro e ainda sustenta uma presença muito forte no imaginário da música nacional.

Mas Sain conseguiu algo difícil: virar um nome próprio mesmo carregando um sobrenome pesado. Ele saiu da sombra sem negar a raiz, construiu repertório, entrou em coletivos importantes e encontrou uma linguagem reconhecível.

A provocação fica mais interessante quando entra a visão do próprio Marcelo D2. Ao falar sobre os filhos, ele já declarou que a melhor parte de ser pai era vê-los serem melhores do que ele.

No fim, talvez essa seja a resposta mais rap possível. O mestre não parece preocupado em ser ultrapassado. Para ele, ver Sain crescer, rimar e ocupar o próprio lugar também faz parte da vitória.

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