Veigh se pronunciou após a repercussão de um vídeo gravado em Sorocaba, onde aparece recebendo uma Bíblia de Rodrigo Manga, prefeito da cidade.
O vídeo se passava dentro do camarim após apresentação na Festa Julina Beneficente.
A cena viralizou nos últimos dias e, desde então, abriu um debate forte sobre o uso de imagem de artistas por figuras políticas.
No vídeo de resposta, o rapper afirmou que o encontro não foi combinado e que ficou desconfortável com a entrada do grupo.
Veigh diz que encontro no camarim não foi autorizado
O show aconteceu em 1º de agosto, durante a 45ª Festa Julina Beneficente de Sorocaba, no Parque do Paço Municipal.

Na ocasião, Veigh se apresentou ao lado do coletivo Supernova, formado por nomes como Ghard, Nagalli, Niink e G.A.
Depois da apresentação, Rodrigo Manga e um grupo de políticos entraram no camarim do artista com câmeras registrando o momento.
Embora tenha recebido a Bíblia com respeito, Veigh deixou claro, posteriormente, que aquela aproximação não partiu dele.
No pronunciamento, o rapper afirmou que “de repente” viu políticos entrando no espaço reservado, com câmeras próximas ao seu rosto.
Além disso, classificou o movimento como oportunista, feito para fortalecer o hype em cima dos envolvidos.
Repercussão expõe tensão entre rap, política e imagem pública
A fala de Veigh reacendeu uma discussão antiga dentro da cultura hip-hop: a tentativa de políticos se aproximarem de artistas populares para ganhar engajamento, legitimidade e presença nas redes.
Por isso, quando esse tipo de cena acontece sem clareza, o público cobra posicionamento rápido.
O detalhe religioso também pesou na repercussão. Veigh fala abertamente sobre fé em sua trajetória, enquanto Rodrigo Manga tem forte ligação com o público evangélico.
Ainda assim, o rapper separou respeito ao presente de autorização para uso político da imagem.
Caso reforça alerta para artistas da cena urbana
O episódio mostra como a imagem de artistas do hip-hop tornou território disputado fora do palco.
Afinal, em uma cultura construída sobre vivência, autonomia e posicionamento, qualquer aproximação pública com figuras políticas ganha leitura imediata.
Nesse contexto, Veigh saiu do caso tentando marcar limite. Ao dizer que não autorizou o encontro, ele colocou o foco menos na Bíblia recebida e mais na forma como o momento foi conduzido, filmado e espalhado.
Para a cena, a repercussão deixa um recado direto: artista não é cenário para corte de rede social.
Portanto, o respeito ao corre também passa por entender onde termina o registro de um evento e onde começa o uso de imagem sem consentimento.






