Xamã recebeu a Medalha Tiradentes em 16 de julho de 2026, no quintal da casa da avó, em Sepetiba, Zona Oeste do Rio.
Assim, o reconhecimento saiu do salão oficial e voltou para o lugar onde tudo começou.
Além disso, a cerimônia aproximou rap, família, território e educação no mesmo movimento.
Xamã recebe Medalha Tiradentes em Sepetiba
A Medalha Tiradentes representa a maior honraria da Alerj. Ela reconhece pessoas que prestam serviços relevantes ao Estado ou à sociedade fluminense.

No caso de Xamã, a entrega teve outro peso. Afinal, o artista escolheu Sepetiba como palco da homenagem, justamente o bairro que marcou sua infância e sua formação.
Durante a cerimônia, ele resumiu a escolha em uma frase forte: “Fale da sua aldeia e falará do mundo”. Depois, completou: “Escolhi Sepetiba, onde tudo começou.”.
O momento amplia uma sequência recente de reconhecimentos. Em maio de 2026, Xamã também recebeu o título de Cidadão Benemérito do Rio.
Universidade do Hip Hop aproxima a rua da educação pública
Além da medalha, Dani Monteiro anunciou Xamã como professor da Universidade do Hip Hop, projeto que ocupa a UERJ com cultura urbana, formação e pertencimento.
Com isso, o hip-hop ganha mais espaço dentro da educação pública. Portanto, rima, memória, batalha, oralidade e vivência entram no debate como ferramentas reais de conhecimento.
Dani Monteiro destacou que Xamã levou o rap carioca para o Brasil sem perder a conexão com Sepetiba, a família e a ancestralidade. A fala, então, reforça o sentido da homenagem.
Por isso, o gesto não separa palco e origem. Pelo contrário, junta os dois caminhos e mostra como a cultura de rua também produz pensamento, linguagem e futuro.
Reconhecimento fortalece o rap carioca além dos palcos
A trajetória de Xamã passa pelas batalhas de rima em Campo Grande, pelos coletivos 1Kilo e Cartel MCs e por discos que ampliaram sua assinatura no rap nacional.
Depois, vieram hits como “Malvadão 3”, “Leão” e “Luxúria”. Ainda assim, o impacto da homenagem cresce porque o artista levou esse reconhecimento de volta ao território.
Antes da projeção nacional, Xamã vendeu balas, amendoim e jujubas nos trens. Também trabalhou como camelô e levou parte desse corre para sua narrativa musical.
Dessa forma, a Medalha Tiradentes não aparece como ponto final. Ela funciona como mais uma etapa de uma caminhada que une rua, ancestralidade, arte e compromisso social.
Agora, com presença na Universidade do Hip Hop, Xamã amplia o alcance dessa história.
O rap carioca ganha força, a quebrada ganha centralidade e Sepetiba ocupa o lugar que sempre teve: origem, memória e potência.











