Duzz critica artistas do underground que vendem feat por R$ 200 ou R$ 300 e não entregam o combinado.
O ponto levantado pelo artista não foi contra vender feat. A crítica mira quem usa o corre como atalho, recebe de artistas menores e some sem entregar gravação, prazo ou resposta.
Duzz critica calote em feat barato no underground
Na discussão, Duzz separou duas coisas que muita gente mistura: vender participação e passar a perna.
Para ele, cobrar por um verso pode ser parte legítima da renda de quem vive de rap, desde que exista entrega, responsabilidade e transparência.
O artista afirmou que não vê problema em vender feat quando o processo é limpo.
A ideia defendida é simples: quem compra precisa pesquisar, conferir histórico, combinar tudo com clareza e, quando possível, formalizar a negociação.
A repercussão cresceu porque muita gente reconhece esse cenário.
No underground, o feat vendido por DM virou prática frequente, mas a falta de estrutura abre espaço para atraso infinito, áudio mal entregue e calote.
Caso expõe tensão entre investimento e risco na cena
A fala também pegou força porque Duzz tem um precedente conhecido na própria carreira.
Em “Sorry Mom”, faixa com Raffa Moreira, ele assumiu publicamente o investimento em um feat que ajudou a impulsionar sua caminhada.
Esse exemplo costuma aparecer no debate como prova de que um feat pago pode funcionar.
Ao mesmo tempo, a própria cena lembra que nem todo investimento vira hit, nem todo artista entrega e nem todo nome em ascensão trabalha com postura profissional.
O problema não está apenas no valor. Um feat de R$ 300 pode ser honesto se houver entrega.
Um de R$ 5 mil também pode virar dor de cabeça se não existir compromisso, prazo e documentação mínima.
Debate reforça profissionalização do rap independente
A discussão reacende uma cobrança antiga dentro da cultura: talento não sustenta carreira sozinho.
Quem vende verso, beat, gravação ou serviço precisa tratar isso como trabalho, com responsabilidade igual à de qualquer outra entrega profissional.
Para artistas iniciantes, o alerta é direto. Comprar feat pode abrir porta, mas também pode virar prejuízo quando a escolha é feita só pelo nome.
No fim, Duzz coloca luz em uma ferida real do underground.
O feat continua sendo ponte, estratégia e troca possível dentro do rap, mas o calote enfraquece a confiança entre artistas e transforma oportunidade em armadilha.
A cena cresce quando o corre é limpo. E, nesse debate, a cobrança principal não é contra vender participação: é contra usar a necessidade de quem está começando como negócio sem entrega.









