Matuê movimentou o público ao apresentar, em 10 de agosto de 2026, duas opções de repertório para seus próximos shows: “Mela Cueca” e “Sujismundo”.
Além disso, o artista colocou na roda uma terceira possibilidade, batizada de “Cueca Sujismunda”.
A brincadeira nos nomes não tirou o peso da movimentação.
Pelo contrário, ela abriu uma discussão direta sobre qual fase de Matuê deve dominar o palco: os clássicos que viraram coro ou a estética mais suja da era ‘XTRANHO‘.
Setlists Mela Cueca e Sujismundo mostram dois lados do repertório
A setlist Mela Cueca aparece como a opção mais nostálgica.
Nesse caminho, Matuê se aproxima das faixas que marcaram diferentes momentos da carreira e que funcionam como ponto de conexão imediata com o público.

Entre os nomes ligados a essa seleção estão “Máquina”, “Conexões”, “Luxúria”, “Antes”, “Gorila Roxo”, “Anos Luz”, “A Morte do Autotune”, “Quer Voar”, “Vampiro” e “777-666”. Portanto, o recorte puxa mais para a memória afetiva dos fãs.
Por outro lado, Sujismundo parece mirar uma atmosfera mais atual e pesada.
A lista abre espaço para músicas como “Rei Tuê”, “Castelvania”, “Honey Babe”, “Facas e Machados”, “Todas as Luzes”, “Xtranho”, “Boomzin”, “Alterado” e “Os Melhores”.
Ainda assim, alguns sons aparecem como ponte entre os dois mundos. Entre eles, estão:
- “Isso é Sério”
- “Japonês”
- “Backstage”
- “Kenny G”
- “Vampiro”
- “777-666”
Matuê equilibra nostalgia, hits e fase XTRANHO
A divisão entre os repertórios ajuda a entender o momento artístico de Matuê.
Depois de consolidar faixas que viraram referência no trap nacional, ele também passou a explorar uma identidade mais experimental, especialmente na fase XTRANHO.
Nesse sentido, Sujismundo carrega um peso maior de risco e textura.
As escolhas apontam para um show menos preso ao formato de grandes hits e mais conectado com uma estética densa, torta e próxima do clima que marcou esse período recente.
Ao mesmo tempo, Mela Cueca mostra que os clássicos seguem vivos.
Afinal, no palco, algumas músicas funcionam como senha coletiva: basta o beat entrar para o público assumir o refrão e transformar o show em celebração.

Cueca Sujismunda pode virar o ponto de equilíbrio do show
A ideia da Cueca Sujismunda surge justamente como uma solução para essa disputa.
Em vez de escolher apenas o repertório nostálgico ou o mais sujo, Matuê pode juntar os dois lados em uma experiência mais completa.
Além disso, o nome reforça uma característica forte da comunicação do artista.
Matuê sabe usar humor, meme e provocação sem perder o controle da própria narrativa, mantendo a fanbase envolvida em cada movimento.
Por isso, a escolha das setlists vai além de uma simples organização de show.
Ela sinaliza como o artista enxerga sua trajetória, testa a resposta do público e decide qual energia quer levar para a próxima fase.
No fim, Matuê transformou duas folhas de repertório em assunto central entre os fãs.








