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Matuê divulga setlists “Mela Cueca” e “Sujismundo” e anuncia versão híbrida

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Moyses

Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram

Matuê movimentou o público ao apresentar, em 10 de agosto de 2026, duas opções de repertório para seus próximos shows: “Mela Cueca” e “Sujismundo”.

Além disso, o artista colocou na roda uma terceira possibilidade, batizada de “Cueca Sujismunda”.

A brincadeira nos nomes não tirou o peso da movimentação.

Pelo contrário, ela abriu uma discussão direta sobre qual fase de Matuê deve dominar o palco: os clássicos que viraram coro ou a estética mais suja da era ‘XTRANHO‘.

Setlists Mela Cueca e Sujismundo mostram dois lados do repertório

A setlist Mela Cueca aparece como a opção mais nostálgica.

Nesse caminho, Matuê se aproxima das faixas que marcaram diferentes momentos da carreira e que funcionam como ponto de conexão imediata com o público.

Foto: Reprodução/ X.com

Entre os nomes ligados a essa seleção estão “Máquina”, “Conexões”, “Luxúria”, “Antes”, “Gorila Roxo”, “Anos Luz”, “A Morte do Autotune”, “Quer Voar”, “Vampiro” e “777-666”. Portanto, o recorte puxa mais para a memória afetiva dos fãs.

Por outro lado, Sujismundo parece mirar uma atmosfera mais atual e pesada.

A lista abre espaço para músicas como “Rei Tuê”, “Castelvania”, “Honey Babe”, “Facas e Machados”, “Todas as Luzes”, “Xtranho”, “Boomzin”, “Alterado” e “Os Melhores”.

Ainda assim, alguns sons aparecem como ponte entre os dois mundos. Entre eles, estão:

  • “Isso é Sério”
  • “Japonês”
  • “Backstage”
  • “Kenny G”
  • “Vampiro”
  • “777-666”

Matuê equilibra nostalgia, hits e fase XTRANHO

A divisão entre os repertórios ajuda a entender o momento artístico de Matuê.

Depois de consolidar faixas que viraram referência no trap nacional, ele também passou a explorar uma identidade mais experimental, especialmente na fase XTRANHO.

Nesse sentido, Sujismundo carrega um peso maior de risco e textura.

As escolhas apontam para um show menos preso ao formato de grandes hits e mais conectado com uma estética densa, torta e próxima do clima que marcou esse período recente.

Ao mesmo tempo, Mela Cueca mostra que os clássicos seguem vivos.

Afinal, no palco, algumas músicas funcionam como senha coletiva: basta o beat entrar para o público assumir o refrão e transformar o show em celebração.

Matuê lidera a semana final de abril no Spotify Charts
Foto: Reprodução/ Instagram

Cueca Sujismunda pode virar o ponto de equilíbrio do show

A ideia da Cueca Sujismunda surge justamente como uma solução para essa disputa.

Em vez de escolher apenas o repertório nostálgico ou o mais sujo, Matuê pode juntar os dois lados em uma experiência mais completa.

Além disso, o nome reforça uma característica forte da comunicação do artista.

Matuê sabe usar humor, meme e provocação sem perder o controle da própria narrativa, mantendo a fanbase envolvida em cada movimento.

Por isso, a escolha das setlists vai além de uma simples organização de show.

Ela sinaliza como o artista enxerga sua trajetória, testa a resposta do público e decide qual energia quer levar para a próxima fase.

No fim, Matuê transformou duas folhas de repertório em assunto central entre os fãs.

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