A Galeria L abre inscrições para selecionar três projetos de artes visuais que vão ocupar o espaço expositivo da Arena Cultural Dicró, na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, durante a programação de 2026/2027.
Além disso, cada proposta contemplada recebe R$ 1 mil de apoio financeiro.
O valor cobre produção, montagem, desmontagem e, ainda, a realização obrigatória de uma atividade educativa conectada ao projeto.
Galeria L abre inscrições para três ocupações na Penha
A chamada seleciona três projetos de artes visuais e mantém a Galeria L como uma frente importante para artistas e coletivos que trabalham com memória, território, imagem e cultura periférica.
O espaço fica na Arena Cultural Dicró, dentro do Parque Ary Barroso, na Penha Circular.
Por ser uma galeria externa, localizada na Praça de Convivência, as propostas precisam considerar o contato direto com o clima, o público e o movimento cotidiano do local.
Entre os pontos principais da seleção estão:
- 3 projetos selecionados para a programação;
- R$ 1 mil de apoio para cada proposta;
- ocupações com duração aproximada de dois meses;
- realização obrigatória de uma atividade educativa;
- inscrições gratuitas via formulário online;
- diálogo com periferias, favelas e territórios populares.
A atividade educativa pode acontecer em formatos como oficina, roda de conversa, visita mediada ou outras ações de troca.
Dessa forma, a exposição não fica restrita à obra instalada, mas também cria encontro, escuta e formação.
Edital amplia espaço para artistas fora do circuito tradicional
A Galeria L fortalece um caminho que vai além das salas fechadas e das galerias convencionais.
Afinal, ao ocupar uma área pública de convivência, o projeto coloca as artes visuais no mesmo campo de disputa simbólica onde a cultura de rua já se movimenta há décadas.
Nesse sentido, a iniciativa conversa com linguagens como rap, funk, trap, graffiti, dança e batalha.
Embora cada expressão tenha sua própria estética, todas carregam uma relação direta com território, presença e circulação popular.
Além disso, a seleção valoriza propostas conectadas a questões, sujeitos e vivências periféricas.
No fim, a abertura das inscrições mostra que a cultura urbana não vive só no palco, no estúdio ou no baile.
Ela também ocupa parede, praça, bairro e olhar coletivo, transformando vivência em imagem e presença pública.












