O rapper de Memphis Pooh Shiesty acaba de provar que nem as grades de uma prisão federal conseguem silenciar um artista no auge da sua criatividade. Em 7 de agosto de 2026, ele lançou All Eyes on Shiest, seu primeiro álbum completo desde Shiesty Season (2021), e o fez de dentro de uma cela — sem abrir mão de nenhum detalhe da produção.
Um Álbum Construído na Adversidade
Com 16 faixas no total — incluindo dois bônus —, All Eyes on Shiest é um retrato cru da vida de Lontrell Williams Jr., nome de batismo do rapper. O projeto foi lançado pela 1017 Global e Atlantic Records e chega em um momento delicado: Shiesty está preso sem fiança, aguardando julgamento marcado para fevereiro de 2027, após acusações de sequestro e conspiração envolvendo outro nome do rap americano.
A faixa de abertura, I’m Back, já deixa claro o recado: o artista não desapareceu, apenas ficou em silêncio forçado. A sequência de músicas como Federal Reality e JPay & CorrLinks — referências diretas ao sistema prisional americano — transforma a experiência pessoal em material artístico de alto impacto.
Participações de Peso no Projeto
Mesmo operando de dentro do sistema carcerário, Pooh Shiesty conseguiu reunir um elenco de colaboradores que qualquer rapper livre invejaria. As participações incluem:
- GloRilla na faixa bônus Mane
- Sexyy Red e o produtor Tay Keith em Booty Club
- BIG30 em Still on Timing e no CMO Freestyle
- K Carbon em New One e no CMO Freestyle
- Baby Slime completando o quinteto no freestyle coletivo
O Single que Abriu Caminho
Dois dias antes do lançamento do álbum, em 5 de agosto, Shiesty soltou o single Last Man Breathin — produzido por Mike & Keys, TP808 e Jackson Botto. A faixa funciona como um manifesto de sobrevivência, com letras que refletem sobre a pressão do sistema judicial e a determinação de continuar relevante no rap americano.
CMO: A Marca por Trás do Projeto
O álbum também serve como plataforma para consolidar o CMO — sigla que o artista usa tanto para Can’t Miss Opportunities quanto para Certified Members Only. É uma declaração de identidade coletiva que vai além da música e aponta para um movimento cultural mais amplo dentro do rap de Memphis.
Em um cenário onde muitos artistas desaparecem diante de problemas legais, Pooh Shiesty escolheu o caminho oposto: transformar a adversidade em arte e lembrar ao mundo que All Eyes on Shiest — todos os olhos estão nele.










