O novo hino da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 nasceu com cara de aposta ousada. Batizada de “Bate no Peito”, a música coloca Veigh e Papatinho no centro de uma tentativa da CBF de aproximar a camisa amarela de uma geração mais conectada ao trap, ao streaming e às redes sociais.
A faixa tem lançamento previsto para este domingo (17), às 21h, nas plataformas digitais, e reúne um timão com: Veigh, Ludmilla, Zeca Pagodinho, João Gomes e Samuel Rosa, e produção de Papatinho.
Trap ganha espaço no hino da Seleção
A presença de Veigh é o ponto que mais chama atenção na campanha. O artista aparece como representante direto do trap, gênero que cresceu nas periferias, ganhou força nas plataformas digitais e hoje ocupa um espaço relevante entre os jovens.
A escolha também muda o tom tradicional das campanhas de Copa. Em vez de apostar apenas em uma música com cara de jingle, a entidade colocou o hino dentro de uma mistura mais urbana e popular.
Papatinho vira ponte entre mundos diferentes
Papatinho é peça-chave nesse movimento. O produtor tem forte ligação com rap, trap, funk e pop, além de trânsito entre artistas de diferentes estilos.

Por isso, sua presença ajuda a dar sentido a uma combinação que, em um primeiro momento, parece improvável. A faixa junta:
- trap, com Veigh;
- funk e pop, com Ludmilla;
- pagode, com Zeca Pagodinho;
- piseiro, com João Gomes;
- rock/pop nacional, com Samuel Rosa.
Essa mistura faz “Bate no Peito” nascer como uma música pensada para repercutir além do futebol.
CBF tenta reacender o orgulho pela Seleção
A música faz parte da campanha institucional “Bate no Peito”, lançada pela CBF para convocar a torcida brasileira antes da Copa.
A ideia é resgatar o orgulho pela Seleção e transformar a caminhada até o Mundial em uma mobilização emocional.
O lançamento também será ligado ao evento de convocação da Seleção, marcado para segunda-feira (18), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
Nas redes sociais, a escalação musical já provocou comentários divididos. Parte do público demonstrou curiosidade com a mistura, enquanto outra parte tratou o encontro entre Veigh, Zeca Pagodinho, João Gomes, Ludmilla e Samuel Rosa como um “multiverso” musical.
Essa dúvida, portanto, pode jogar a favor da campanha.









