MC Hariel vai transformar a primeira edição brasileira do Red Bull Symphonic em um registro completo para áudio e vídeo.
A apresentação, realizada em 8 de agosto no Auditório Simón Bolívar, em São Paulo, colocou assim, o funk paulista diante de uma orquestra criada especialmente para o projeto.
A Red Bull confirma que o espetáculo marcou a estreia do formato no Brasil, com regência de Xuxa Levy e direção musical de Nave Beatz.
Já a cobertura posterior do evento informa que o material integral chega às plataformas em 2 de setembro, com 21 faixas reunindo 36 músicas do repertório.
Como o repertório mistura funk e música de concerto?
A abertura do set combina “Avisa Que É o Funk”, “Contra Nós” e “Funkeiros na Cena”.
A escolha, aliás, resume a proposta da noite: partir de músicas reconhecidas nas pistas e nos fluxos para reconstruí-las com cordas, metais, piano, percussão, coro e DJ.
Além disso, o projeto não tratou a orquestra como simples camada por cima dos beats.
O maestro Xuxa Levy e a equipe trabalharam na reconstrução de cerca de 19 bases, com sete arranjadores e aproximadamente 1.800 partituras.
Por que o Red Bull Symphonic importa para o funk paulista?
A noite também funcionou como recorte histórico.

O espetáculo trouxe homenagens a artistas que ajudaram a construir diferentes fases do funk de São Paulo e da Baixada Santista..Entre os nomes apareceram, por exemplo: MC Kevin, Felipe Boladão, MC Daleste, MC Primo e outros
Para Hariel, o movimento amplia uma fase em que carreira, memória e território aparecem cada vez mais conectados.
Por aqui, já cobrimos essa dimensão ao acompanhar tanto o trabalho do artista em Paraisópolis quanto lançamentos recentes como “Sabor Desonestidade”.
Agora, o registro do Symphonic leva essa narrativa para fora do auditório.
Com lançamento digital, o encontro entre baile e música de concerto deixa de ser uma experiência restrita a uma noite. Assim, passa a integrar oficialmente a discografia audiovisual do artista.












