Ice Cube vai abrir capital da BIG3 com valuation de R$ 1,6 bilhão e mudar o jogo do esporte americano

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A BIG3, liga de basquete 3×3 criada por Ice Cube, está prestes a se tornar a primeira liga esportiva profissional de capital aberto dos Estados Unidos. O movimento vale US$ 290 milhões e redefine o que significa ser fã de um esporte.

O anúncio veio no dia 12 de junho: a BIG3 fechou acordo com a Graf Global Corp., uma SPAC (empresa de aquisição de propósito específico), para abrir suas ações ao público ainda no quarto trimestre de 2026. O ticker vai ser TONT, referência direta ao formato 3-on-3 que deu vida à liga. E quem quiser apostar no projeto de Ice Cube vai poder fazer isso de verdade, comprando participação real no negócio.

Não é simbólico. É literalmente ter uma fatia da liga na carteira.

O que Cube enxergou que os outros não viram

Desde 2017, quando fundou a BIG3 ao lado do empresário Jeff Kwatinetz, Ice Cube construiu algo que vai além de uma liga de basquete para ex-jogadores da NBA. Ele criou um produto cultural. Um espaço onde o jogo se mistura com música, identidade negra e pertencimento urbano.

A liga entrou na nona temporada com oito franquias em cidades como Houston, Los Angeles, Chicago, Miami, Detroit, Boston, Dallas e na região DMV. A abertura da temporada acontece em 20 de junho, em Los Angeles. E a expansão já está no plano: a meta é chegar a 12, 16 e até 20 times.

O raciocínio de Cube sobre a abertura de capital é simples e direto ao ponto. Ele falou sobre o que está faltando na relação entre torcedor e time: a possibilidade de participar do crescimento financeiro, não apenas torcer pela vitória. A BIG3 quer quebrar esse limite.

Por que isso importa para a cultura

Não é à toa que esse movimento vem de um dos fundadores do gangsta rap, um dos artistas que mais entendeu que cultura se constrói com propriedade, não com permissão.

Ice Cube passou décadas acumulando poder criativo e empresarial sem precisar de validação das grandes estruturas. Do N.W.A. à criação de uma liga esportiva própria, o padrão é o mesmo: identificar o que falta, criar do zero e manter o controle.

Agora ele leva esse mesmo raciocínio para o mercado financeiro. E convida os fãs a entrarem junto.

A BIG3 já influenciou o basquete mainstream de formas concretas. O formato de pontuação por meta, sem relógio, foi absorvido por outras competições. E Ice Cube já declarou publicamente que a liga merecia crédito por mudanças adotadas pelo próprio All-Star Game da NBA.

Um modelo inédito no esporte americano

Nenhuma liga esportiva profissional nos Estados Unidos jamais abriu capital em bolsa. Nem a NFL, nem a NBA, nem a MLB. A BIG3 vai ser a primeira.

O valuation de US$ 290 milhões, calculado antes do fechamento do acordo, reflete tanto o potencial de crescimento quanto a força da marca que Ice Cube construiu. Toda a participação existente na liga deve ser convertida em ações ordinárias da nova empresa combinada.

O CEO da Graf Global, James Graf, destacou que há poucas oportunidades no mercado público que conectam esporte, cultura e comunidade da forma que a BIG3 faz. E ele não está errado.

O que vem pela frente

A previsão é que as ações comecem a ser negociadas em uma das principais bolsas americanas até o fim de 2026. Quem quiser fazer parte desse capítulo vai ter a chance de fazer isso de forma concreta, como acionista.

Para Ice Cube, o próximo passo não é só financeiro. É sobre escala, internacionalização e aprofundamento do que a BIG3 representa: um esporte que nasceu da cultura urbana e agora chega ao mercado de capitais sem perder a essência.

A liga está pronta para explodir. E pela primeira vez, os fãs podem estar dentro disso.

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