Xamuel lança segundo álbum de estúdio, “Presságios”

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Alexandre Simoes

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Presságios, o novo álbum de Xamuel, chega às plataformas com a energia de quem sabia exatamente o que estava construindo.

O rapper gaúcho que começou rimando com a língua presa nas batalhas de rua acaba de entregar seu projeto mais ambicioso. Não é exagero dizer que Presságios é um divisor de águas. Não apenas na carreira do artista, mas no que o rap nacional pode ser quando alguém decide parar de seguir fórmula e começar a seguir instinto.

O disco já vinha sendo anunciado desde março, quando o single “AYO” abriu o caminho. A faixa não era apenas uma música. Era uma declaração de intenção. A sonoridade marcante, a energia direta e a atmosfera carregada de significado antecipavam o universo que agora se abre por completo em Presságios.

Um nome que diz tudo

Presságio é aquele momento em que o corpo sente antes da mente entender. É a intuição que antecede a grande mudança. Xamuel transformou isso em conceito sonoro.

O projeto mergulha em sentimentos, em instantes de virada, nos sinais que chegam antes de tudo mudar de vez. E quem conhece a trajetória do artista sabe que essa escolha não é aleatória. Desde as batalhas de rima, onde competia desde os 11 anos, até o lançamento de SANGUE em março de 2025, cada passo foi precedido por uma percepção aguçada do que estava por vir.

Presságios é a materialização sonora desse estado interno.

De onde vem esse artista

Rick Samuel Mendes Duarte virou Xamuel por causa de uma gagueira de infância. Os moleques zombavam. Ele transformou em identidade. Essa capacidade de redirecionar o que seria fraqueza em elemento de poder atravessa toda a sua arte.

Nascido no Rio Grande do Sul, o artista foi para o Rio de Janeiro ainda jovem, movido pelo rap e pelo que ele representa como ferramenta de existência e expressão. Nas batalhas, construiu reputação. Nos discos, começou a construir legado.

SANGUE encerrou um ciclo. Confrontou os julgamentos, usou a figura do bobo da corte como metáfora inteligente para quem fala verdade sem que percebam. Agora, Presságios inaugura outro ciclo. Mais maduro, mais intuitivo, mais seguro do que quer comunicar.

O timing não é coincidência

Xamuel lança Presságios num momento em que o rap brasileiro vive uma polarização criativa. De um lado, a fórmula que funciona nas métricas. Do outro, artistas que constroem narrativas de longo prazo, que apostam em projetos com começo, meio e fim.

Xamuel está claramente no segundo grupo. E o mais interessante é que ele faz isso sem abrir mão de sonoridade contemporânea, de alcance e de presença digital real. Com mais de 3,4 milhões de seguidores no TikTok, o artista entende a rua e entende a tela. Sabe que autenticidade não é obstáculo para o alcance. É exatamente o que sustenta.

Presságios chega com esse peso. Com a força de quem não precisou de permissão para evoluir.

O que esperar do disco

A sonoridade do projeto conversa diretamente com o momento atual do artista. Cada faixa carrega a atmosfera de quem está prestes a atravessar uma fronteira. Não é rap de batalha no sentido literal. Mas tem toda a intensidade das arenas onde Xamuel se formou.

A estética é contemporânea, a entrega é visceral. E a construção narrativa que o artista vem desenvolvendo desde SANGUE atinge aqui um nível de maturidade que poucos nomes da geração conseguiram alcançar em tão pouco tempo.

Presságios está disponível em todas as plataformas de streaming agora.

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