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Flora Matos fala sobre uso de IA em suas músicas e reforça controle criativo no rap nacional

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Moyses

Flora Matos
Imagem: Reprodução/Rap na rua/@camcestari

Flora Matos falou diretamente sobre o uso de IA em suas músicas enquanto prepara um novo álbum.

A artista deixou claro que não usa inteligência artificial em letras, voz, composição ou produção musical, e também não autoriza plataformas de IA a usarem sua obra como base para recriação.

A discussão surgiu porque Flora pretende usar IA em visualizers, a partir de fotos e frames próprios.

A rapper separou os campos: a música segue humana, autoral e controlada por ela; a imagem entra como recurso para viabilizar a estética do projeto.

Flora Matos fala sobre uso de IA em suas músicas e separa som de visual

No caso dos visualizers, a artista explicou que a ferramenta pode ajudar a criar uma realidade imaginada a partir de material próprio. Não é a IA compondo, cantando ou simulando sua voz. É um apoio visual dentro de um processo independente.

O custo real de ser artista independente

Flora relatou um processo longo de estúdio enquanto cuida da saúde física e mental.

Nesse contexto, filmar clipes completos poderia atrasar ainda mais o projeto. Os visualizers com IA aparecem como uma saída prática, mas não sem polêmica.

Parte do público entendeu a decisão e preferiu receber uma entrega visual possível. Outra parte criticou o uso da IA por enxergar impacto direto sobre artistas visuais, designers e profissionais criativos.

Flora Matos
Imagem: Reprodução/Instagram

Tecnologia, autenticidade e disputa na cena

No hip-hop, autenticidade não é detalhe. Voz, letra, corpo, imagem e vivência carregam peso cultural. Por isso, qualquer aproximação com IA acende debate.

Flora Matos entra nessa conversa como uma artista que sempre defendeu autonomia.

A escolha de proteger a música e testar IA apenas no campo visual mostra um limite definido, mas também revela as contradições do presente.

A discussão aberta por Flora Matos não termina nela. O rap nacional vai precisar lidar cada vez mais com IA, autoria e independência.

O recado principal é que a música segue como território humano. No caso de Flora, a tecnologia pode até entrar na imagem, mas não substitui a voz, a escrita e a presença que sustentam sua obra.