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Filipe Ret diz que rap e trap já superam o pop. Os dados confirmam ou exageram?

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Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram

Filipe Ret colocou o rap e o trap no centro da conversa ao afirmar, durante o Rock in Rio Lisboa 2026, que os gêneros já são mais ouvidos que o pop no Brasil.

A declaração veio em um momento simbólico: poucos meses depois de o artista ultrapassar 10 bilhões de streams somados nas plataformas digitais.

A fala aconteceu no dia 28 de junho, no Palco Music Valley, em Lisboa, onde Ret se apresentou como um dos nomes fortes da música urbana brasileira no festival.

Mais do que uma frase de impacto, a declaração abriu uma discussão sobre consumo, território e força cultural dos gêneros de rua no país.

Filipe Ret, rap e trap entram em disputa direta com o pop no Brasil

Ao dizer que rap e trap já superam o pop no Brasil, Filipe Ret apontou para uma mudança real no comportamento do público jovem.

A ascensão de artistas como Orochi, Veigh, KayBlack, Cabelinho e do próprio Ret mostra que a música urbana deixou de ocupar apenas nichos e passou a disputar topo, playlist, festival e mercado.

Foto: Reprodução/Instagram

A força do rap e do trap vem da conexão direta com vivências, batalhas de rima, baile, quebrada, redes sociais e narrativas que não dependem da estética tradicional do pop.

O público reconhece nesses artistas uma linguagem mais próxima da rua e menos filtrada pela indústria.

Ret também chega a esse debate com peso próprio. Em março de 2026, o rapper se tornou o primeiro nome do rap/trap brasileiro a ultrapassar 10 bilhões de streams somados. A marca é rara entre artistas nacionais e historicamente mais comum em nomes ligados ao sertanejo.

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Os números mostram crescimento, mas a cena é mais complexa

A afirmação de Filipe Ret tem força cultural, mas o retrato dos charts brasileiros é mais nuançado.

O funk aparece como o grande fenômeno recente do streaming no Brasil, ocupando espaço massivo nas paradas e crescendo de forma acelerada em receita e alcance.

O sertanejo também segue como uma potência nacional, mesmo perdendo terreno em alguns momentos para o avanço do funk e dos gêneros urbanos. J

á o rap e o trap aparecem em forte subida, especialmente entre o público mais jovem, mas ainda dividem espaço com estilos que dominam o consumo popular há anos.

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A declaração de Filipe Ret traduz uma virada maior: a música urbana brasileira deixou de pedir espaço e passou a disputar narrativa.

Mesmo que os dados mostrem um cenário dividido entre funk, sertanejo, rap, trap e pop, a percepção de centralidade mudou.

O rap e o trap talvez ainda não sejam líderes absolutos em todos os rankings, mas já ocupam um lugar que o pop não consegue ignorar.

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