Em Betim, na Grande BH, um projeto de graffiti está transformando os muros da maior comunidade de Minas Gerais em uma galeria a céu aberto. O “Muros Jardim Teresópolis: Cor e Vida” chegou para mostrar que a arte urbana vai muito além da estética — ela é ferramenta de identidade, pertencimento e transformação social. E o resultado está pintado nas paredes do bairro para todo mundo ver.
Projeto Graffiti em Betim: Quem Está por Trás da Iniciativa
O projeto graffiti Betim Jardim Teresópolis é liderado por Eden de Oliveira, o artista urbano conhecido como Sabão, com uma trajetória que começa em 1993. Sabão não é um estranho na comunidade: ele cresceu no Jardim Teresópolis, passou pelo programa Árvore da Vida como aluno e monitor, e hoje retorna como artista e educador para devolver ao bairro o que a arte lhe deu.
A iniciativa é realizada pela Othelo Produtora, aprovada via Lei Rouanet e patrocinada pelo Grupo SADA. O projeto conta ainda com o apoio do coletivo 4º Mundo, da AVSI Brasil e do programa Árvore da Vida — que tem parcerias com empresas como Stellantis, CNH Industrial e New Holland.
Como Funciona o ‘Cor e Vida’
As atividades do projeto aconteceram aos sábados, de abril a junho de 2026, na Escola Estadual Lourdes Bernadete. O formato combina formação teórica sobre história e técnicas do graffiti com prática real nas ruas da comunidade — os chamados mutirões de pintura, onde jovens e artistas trabalham juntos para criar os murais.
Além das oficinas locais, os participantes também realizaram visitas técnicas ao circuito de arte urbana de Belo Horizonte, ampliando o repertório visual e cultural dos jovens envolvidos. A ideia é que eles não sejam apenas espectadores da arte, mas protagonistas da transformação do próprio bairro.
- Artista líder: Eden de Oliveira (Sabão), carreira desde 1993
- Local: Jardim Teresópolis, Betim (MG) — maior comunidade de MG
- Formato: Oficinas teóricas + mutirões de pintura + visitas técnicas a BH
- Financiamento: Lei Rouanet, patrocínio Grupo SADA
Arte Urbana como Ferramenta de Transformação
O “Cor e Vida” segue uma tradição que o próprio Sabão já havia iniciado no bairro: em 2023, o artista transformou a escadaria do “beco Maravilha” no Jardim Teresópolis em uma obra de arte colaborativa. Agora, em 2026, o projeto se expande para os muros da comunidade, criando uma narrativa visual que conta a história e a cultura local.
Esse tipo de iniciativa é fundamental para o ecossistema da arte urbana brasileira. Enquanto o graffiti segue ganhando espaço em galerias e museus ao redor do mundo, projetos como o “Muros Jardim Teresópolis: Cor e Vida” lembram que a força real dessa arte está nas ruas, nas comunidades e nas mãos de quem vive o território. Betim está colorindo sua história — e o graffiti é o pincel.






